sexta-feira, 7 de junho de 2013


Troca-troca

Naquela época – eu tinha treze anos – nossa família ficou muito amiga de uma outra família que morava na mesma rua e tinha um filho da minha idade. Eu e o Marcelo nos tornamos colegas inseparáveis; corríamos, jogávamos bola, soltávamos papagaios, e também brincávamos muito dentro de casa, ele tinha muitos joguinhos e aquilo que era meu sonho na época: um Autorama. Numa das nossas andanças pelo bairro, um dia encontramos um “catecismo”, que eram aquelas revistinhas de sacanagem desenhadas.  Naquela época não se viam revistas pornográficas com fotos como hoje, e os “catecismos” alimentavam nossas fantasias e nossas punhetas. Eu já tinha visto rapidamente uma delas na escola, na mão de outro menino; agora nós tínhamos uma só para nós. Nem podíamos acreditar na nossa boa sorte.
Naturalmente não podíamos ver a revistinha ali na rua; escondemos debaixo da minha camisa e fomos para a casa do Marcelo. Quando nós abrimos a porta, demos com a mãe dele que estava de saída para ir ao médico. Melhor impossível, eu e o Marcelo íamos poder ficar em casa sozinhos para ver a revista. Eu já estava de pau duro só de pensar, e o Marcelo também. Fomos direto para o quarto dele. Tirei a revista debaixo da minha camisa: “O Caixeiro Viajante”, era o título. Começamos a ler juntos, devorando os desenhos com os olhos. Começava a história e logo o homem e a mulher iam para a cama, ele com um pau enorme, ela chupava, depois ele chupava ela, depois enfiava o pau na buceta dela, em várias posições, e finalmente comia a bunda dela, enquanto ela gemia e pedia mais. Nós estávamos com tanto tesão que mal conseguíamos ler, apenas olhávamos os desenhos. Quando terminamos resolvemos cada um bater uma punheta. Mas aí o Marcelo teve a idéia: e se a gente fizesse um troca-troca. Eu achei uma idéia ótima, porque uma ocasião como aquela merecia algo mais que uma simples punheta. Eu já tinha ouvido falar em troca-troca, só que nunca tinha feito e o Marcelo também não.
Nós dois ficamos pelados, os dois com o pau duro. Medimos nossos paus com a régua: o dele era um maior que o meu. Então surgiu a questão de quem ia por primeiro na bunda do outro. Resolvemos decidir no par-ou-ímpar e eu ganhei. O Marcelo se deitou de bruços na cama. Eu me deitei em cima dele e tentei enfiar meu pau no cu do Marcelo, mas não entrava de jeito nenhum. Então ele falou para eu pegar um creme em cima da mesa e passar no pau, para ficar liso. Aí sim, com o pau enlambuzado de creme eu consegui enfiar no cu dele, depois bombei até gozar. Foi bom, não nego, mas não era tudo aquilo que eu imaginava.
Então chegou a minha vez. O que fazer? Eu me deitei com a bunda para cima e fiquei esperando. O Marcelo passou o creme no pau e logo veio deitar-se em cima de mim. Só sentir o pau quente dele roçando na minha bunda me arrepiei todo. Arrebitei a bunda e ele começou a entrar no meu cu. Doeu um pouco no começo, mas agüentei firme, como homem. Então eu comecei a sentir a sensação mais deliciosa da minha vida: eu me senti mulher. O pau dele ia e vinha dentro do meu rabo e cada vez era delicioso. Eu gemia de prazer e dizia para ele:
- Põe mais, põe mais... não pára.
- E bundinha gostosa – dizia ele, com a boca na minha nuca.
Ao contrário de minha comida, a dele não foi rapidinha. Ele ficou um bom tempo bombando a minha bunda. Enfim ele gozou e tirou o pau do meu rabo. Eu tinha gozado outra vez, agora um gozo como eu nunca tinha sentido antes, um verdadeiro orgasmo. Tem gente que diz que o homossexualismo é genético; pode ser verdade. Até ali eu era um menino como qualquer outro, sentia tesão por mulher e me masturbava pensando em mulher. Está certo que eu gostava de vestir as calcinhas da minha mãe no banheiro e ficar me olhando no espelho, e que de vez em quando enviava o dedo no cu para ver como era ser comido. Mas até aí não havia nada de mais...
 O Marcelo vestiu a roupa, mas eu continuei ali deitado pelado. Estava com vergonha de levantar e olhar para ele. O que ele ia pensar de mim? Naturalmente tinha percebido que eu gostei mais de dar do que de comer, ia achar que eu era um viado, daqueles que desmunhecam e dão gritinhos.
- Você gostou mais de comer ou de dar? – perguntou ele como se não soubesse. 
- Gostei mais de dar – confessei.
- Isso é muito bom, porque eu gostei mais de comer. A gente vai poder fazer isso outras vezes, se você quiser – disse ele.
- É, acho que podemos – respondi meio sem-graça.
A partir daquele dia nossa relação ficou estabelecida: ele ia ser o homem e eu a mulherzinha. E apesar de sentir um pouco de vergonha, eu estava que bem contente com o meu papel. Aquilo era até uma boa coincidência, porque se o pau do Marcelo era maior que o meu, a minha bunda em compensação era bem melhor do que a dele, carnuda, empinadinha, igual à de uma menina. Naquele clima em que estávamos, fiz mais uma confissão a meu amigo:
- Sabe, Marcelo, nunca contei isso pra ninguém, mas eu gosto de usar calcinha. Sinto um tesão louco quando ponho uma calcinha...
- Você deve ficar legal de calcinha – disse ele olhando minha bunda.
*    *    *
Depois disso ficamos um tempo sem transar; eu evitava falar com o Marcelo sobre o que tinha acontecido. Naquela época a mãe do Marcelo começou a fazer um tratamento médico e tinha de sair uma vez por semana. Nós ficamos sozinhos em casa dele. Assim que a mãe do Marcelo saiu, ele disse que tinha uma surpresa para mim. Foi no armário o trouxe uma caixinha e me deu. Abri. Dentro havia três calcinhas, uma azul, uma rosa e outra branca, e dois sutiãs. O melhor de tudo é que não eram grandes como as calcinhas da minha mãe, mas bem do meu tamanho.
- Era de uma prima minha que morou aqui em casa – disse ele –. Se você quiser pode ficar para você.Tem mais roupas que ela deixou guardadas num baú.
Como de costume meu pau levantou na hora, só de mexer nas calcinhas. No fundo da caixa estava aquela revistinha que nós tínhamos encontrado. Fiquei louco de tesão.
- Veste para eu ver – pediu ele –. Depois a gente vê a revistinha de novo.
- Ta bom – disse eu com a calcinha cor-de-rosa na mão.
Tirei rapidamente a roupa, vesti a calcinha e, como de costume, corri para me ver no espelho. Divino! Meu pinto na frente de tão duro esticava a lycra como um pau-de-barraca, mas olhando por trás eu parecia mesmo uma mocinha, com a bunda grande e empinada. Naquela época não havia ainda fio-dental, só a tanga, que era um biquíni bem cavado e que às vezes entrava no rego e virava fio-dental.
- Ficou muito bom em você – disse o Marcelo me admirando. – Põe o sutiã também.
- Ah, é verdade...
Gozado, eu sempre tive atração por calcinhas, não ligava muito para sutiãs, talvez porque os da minha mãe fossem muito grandes e não ficassem bem em mim. O sutiã rosa fazia conjunto com a tanga e era bem do meu tamanho. A prima do Marcelo devia ter os peitos ainda pequenos, porque não ficou sobrando nada na frente. Senti dificuldade em acertar o fecho nas costas. O Marcelo levantou da cama e veio em meu auxílio.
- Deixa eu te ajudar – e veio por trás de mim e colocou o gancho no lugar.
Nós ficamos ali um tempo, eu me olhando de costas no espelho. Estava tudo perfeito. Perto de mim o Marcelo me devorava com os olhos...
- Você parece uma menina – ele disse.
Realmente, se não fosse o pau duro na frente, não daria para dizer que eu era um menino. Naquela época eu usava o cabelo cumprido, com franja na testa, e não tinha nenhum pêlo no corpo.
- Vamos ver a revistinha de novo? – eu propus.
- Vamos.
Marcelo tirou a calça e ficou só de zorba; eu notei que o pau dele estava tão duro quanto o meu. Nós fomos para a cama e começamos a ver a revista, de bruços, lado a lado, bem juntinhos. Quando nós terminamos, ele começou a alisar minha bunda.
- Você dá a bunda pra mim? – ele perguntou.
- Dou. Mas espera um pouco – respondi.
Eu tinha vontade de levar no cu, mas não queria dar logo, eu estava me sentindo tão maravilhosa de calcinha e sutiã. Levantei da cama.
- Vamos brincar mais um pouco. Depois eu dou para você – eu disse voltando a me admirar no espelho do armário.
Marcelo pareceu contrariado; queria me comer logo. Os homens sãos todos iguais, têm pressa de gozar. Eu estava adorando me sentir mulher, desejada; queria prolongar aquele momento. O Marcelo me olhava cheio de tesão, depois levantou-se, chegou perto de mim e começou a passar mão na minha bunda enquanto eu rebolava.
- Vamos logo, Carlos! Eu estou morrendo de tesão! – disse ele.
- Não me chama mais de Carlos. Quando eu estiver vestido assim, você me chama de Lúcia, tá? – inventei o nome na hora. Eu não sabia nada de travestis ou crossdressing, só queria que ele me chamasse de um nome de mulher.
- Está bem, Lúcia. Lucinha! – disse o Marcelo. – Agora vem cá dar o cuzinho pra mim.
Ele me abraçou por trás e me encoxou, passando a mão na minha bunda. Eu empinei o rabo e fiquei rebolando, roçando no pau dele, duro como se fosse de madeira. Depois ele se ajoelhou e beijou a minha bunda. A tanguinha cor-de-rosa a essas alturas já estava toda enfiada no rego.
- Que bunda você tem, Lucinha! Que bunda! – disse ele.
Ficamos algum tempo assim: eu rebolando, ele beijando minha bunda e me chamando de gostosa. Eu estava me sentindo uma deusa. Queria torturar o Marcelo mais um pouco, mas uma hora não agüentei mais de tesão, passei a mão na cabeça dele, colada na minha bunda, e disse:
- Vem, amor. A Lucinha vai dar bem gostoso pra você...
Marcelo mais que depressa se levantou e me levou para a cama. Eu me deitei de bruços, arrebitei a bunda e fiquei rebolando, enquanto ele passava o creme no pau.
- Vem logo, amor! – eu pedi.
- Estou indo, Lucinha – respondeu.
Num segundo ele já estava tirando minha tanguinha e se deitando em cima de mim. Nem se lembrou de tirar meu sutiã, o apressadinho. E o pau dele foi logo entrando no meu cu, quente gostoso. Eu gemi, mas eu sabia que a dor logo ia passar e então seria só prazer. Realmente foi uma das transas mais gostosas que eu já tive. O Marcelo ficava dizendo na minha nuca:
- Ai, Lucinha, como você é gostosa! Bunduda!
- Me come, me come... Põe tudo, amor! – eu pedia.
Levei para minha casa a tanguinha e o sutiã cor-de-rosa, para poder usar sozinho. O restante eu preferi deixar guardado na casa do Marcelo, porque morria de medo que minha mãe descobrisse aquilo comigo; só duas peças eram mais fáceis de esconder. Eu me trancava no meu quarto e ficava desfilando, fazendo poses diante do espelho do guarda-roupa, arrebitando a bunda, rebolando. Depois me masturbava ainda vestindo a calcinha e o sutiã, com o dedo enfiado no cu para me sentir penetrado.
As transas com o Marcelo só aconteciam uma vez por semana, na quarta-feira, quando a mãe dele ia fazer o tratamento médico e nós ficávamos sozinhos em casa. Às vezes ganhávamos algum dia a mais na semana, quando a mãe dele ia fazer compras. Eu aguardava ansioso que chegasse a quarta-feira. Nós nos encontrávamos todos os dias, brincávamos, jogávamos bola com os outros meninos, mas tínhamos um segredinho que era só nosso. Eu tinha horror de pensar que os moleques da rua ou os da escola descobrissem que eu gostava de me vestir de mulher e de dar a bunda. Mas nosso segredinho estava bem guardado.
Assim que ficávamos sozinhos, eu tirava a minha roupa e vestia a lingerie. E ai era o de sempre, ele querendo comer logo o meu rabo e eu só desfilando, rebolando, deixando ele passar de vontade. Eu me sentia poderosa: ele era meu escravo.
- Vamos, Lucinha. Dá logo esse bunda pra mim – ele implorava.
- Espera um pouco, depois eu dou – dizia eu fazendo doce.
Um dia eu estava diante do espelho rebolando com minha tanguinha branca enfiada no rego, perto da cara dele. O Marcelo louco para me comer logo. De repente ele abaixou minha calcinha. Eu disse: “Marcelo, ainda não”, e já ia puxá-la de volta quando senti a língua dele no meu cu. Um arrepio percorreu meu corpo. “Você é louco”, ainda consegui dizer, mas era gostoso demais e não consegui falar mais nada. Ele lambeu, lambeu e lambeu, e eu me rendi. Logo me levou para a cama e pouco depois o pau dele estava entrando todinho no meu cu...
Ao contrário do Marcelo, eu, a Lucinha, era uma menina fresca.  Uma vez ele me pediu para eu chupar o pau dele, como nós tínhamos visto na revistinha de sacanagem; eu não quis, fiquei com nojo. Mas para outras coisas a Lucinha era bem sem-vergonha. Tinha uma brincadeira que ela adorava fazer. Algumas vezes a Lucinha se negava a dar o cu para o Marcelo, queria apenas ficar mostrando a bunda e rebolando. Eu combinei com o ele que, quando isso acontecesse, ele devia de me pôr no colo, de bruços, e dar palmadas com força na minha bunda.
- Dá logo essa bunda, sua vadia! – dizia o Marcelo me batendo.
- Ai, ai... Não dou, não dou – gemia eu.
Só quando minha bunda estava vermelha de tanto apanhar é que eu dizia:
- Ta bom, ta bom... Não bate mais... Eu dou... Eu dou...
Marcelo então me punha na cama e me comia com raiva.
- Toma, toma, sua vagabunda.
- Ai, malvado – dizia eu.
*   *   *
Um dia o Marcelo disse que tinha mais um presentinho para mim. Ele me deu uma outra caixa, maior do que a primeira. Abri ansiosa pensando que eram mais calcinhas e sutiãs. Dentro, porém, havia um vestidinho de malha listrado, duas blusas, uma minissaia xadrez de pregas e um par de sandálias baixas.
- Eram também da minha prima – disse o Marcelo. Depois pediu: – Veste para eu ver.
- Claro! – respondi um pouco decepcionada, porque o meu fetiche até ali era só por lingerie.
Tirei toda minha roupa. Coloquei primeiro a calcinha e o sutiã brancos, depois escolhi dentro a caixa uma blusa de alças e a minissaia xadrez e vesti, calcei as sandálias (bem do meu número). Quando me vi no espelho, tive um choque; a roupa ficava muito bem em mim.
- Uaaal, que legal! Você parece uma menina. – exclamou o Marcelo. Depois acrescentou: – Sabe, eu sempre tive vontade de comer a minha prima. Não consegui. Pelo menos eu vou comer você com as roupas dela.
Eu ri da sem-vergonhice dele. Estava tão encantada com o presente, que resolvi dar logo a bunda para ele. Vestindo uma blusinha e a minissaia, deitei na cama de bruços e chamei o Marcelo. Ele nem tirou a minha roupa, só levantou minha saia, abaixou minha calcinha e foi pondo no meu cu. Foi bem gostoso transar assim vestida.
Naquele dia aconteceu uma coisa diferente. Depois de transar, nós costumávamos nos vestir e fazer outra coisa, jogar algum joguinho ou brincar com o Autorama. Naquele dia eu disse para o Marcelo que não queria pôr minha roupa ainda, queria ficar mais um pouco assim vestida de Lucinha. Coloquei o vestidinho listrado de malha, que também ficou maravilhoso em mim, e nos sentamos no chão para brincar com um jogo. Eu dava gritinhos como uma menina, sentindo-me ainda bem mulher. Como o vestido era curtinho, ele devia ter visto minha calcinha algumas vezes, por mais que eu tentasse esconder. Logo o Marcelo se desinteressou pela brincadeira e começou a alisar as minhas coxas.
- Não, Marcelo – disse eu – nós já transamos. Meu rabo está ardendo ainda...
Eu realmente não estava a fim de transar mais, só queria ficar assim, vestida de menina. Mas ele começou a levantar meu vestidinho e a passar a mão na minha bunda, fazendo a tanguinha entrar dentro do rego. Eu tentava abaixar meu vestidinho e ele levantada de novo.
- Não, Marcelo, pára! - pedia eu sem muita convicção
Ao invés de parar, ele se deitou no chão e começou a beijar e a lamber minha bunda. Impossível resistir. Logo meu vestidinho já estava levantado acima da minha cintura, deixando a tanguinha branca a mostra. Depois ele delicadamente me colocou de bruços no tapete, com uma almofada embaixo do meu quadril, para o bumbum ficar mais arrebitado, abaixou minha tanguinha e começou a me comer de novo. Para surpresa minha, o pau dele entrou mais fácil nessa segunda vez, não doeu nada, uma delícia. Eu vi estrelas na hora de gozar. Nós nos limpamos, mas eu ainda quis continuar com o meu vestidinho, mais menina do que nunca. Voltamos a brincar. Não preciso dizer que algum tempo depois a brincadeira foi novamente interrompida, e eu levei uma terceira no rabo. E se estivesse na hora da mãe dele chegar, com certeza eu levaria uma quarta comida. Voltei para casa com o cuzinho ardendo, mais realizada do que nunca.
Depois daquele dia comecei a sentir desejo de ser mulher. Como seria bom poder usar calcinha e sutiã o dia todo, sair na rua de blusinha de alça, minissaia, vestidos, calças bem apertadas, sandálias, brincos, pulseiras; usar batom, lápis nos olhos e os cabelos bem cumpridos, até o meio das costas. Como gostaria não ter mais aquele pinto horrível na minha frente, e sim uma buceta lisinha, que não fizesse volume dentro da calcinha. Eu sonhava dormir uma noite e acordar na manhã seguinte transformada milagrosamente em menina. Mas a Lucinha era muito conservadora; mesmo que tivesse uma buceta não ia deixar o Marcelo enfiar o pau nela. Não, podia ficar grávida! Se eu fosse uma menina de verdade, continuaria dando só a bunda mesmo. Tinha decidido casar virgem: a buceta ele só ia comer na lua-de-mel.
*     *     *
Continuamos transando, às vezes uma, às vezes duas vezes na semana. Meu cuzinho, como se pode imaginar, já estava ficando mais larguinho. O Marcelo dizia enquanto me comia: “Lucinha, você está ficando cada vez mais gostosa!”. A verdade é que o pau dele agora entrava mais fácil. Ainda assim, de vez em quando a Lucinha ficava fresca e só deixava que ele comesse o cu dela depois de levar umas boas palmadas na bunda. Eu nem sabia ainda o que era sadomasoquismo, mas adorava apanhar na bunda.
De mais memorável teve aquele dia em que minha mãe precisou viajar e, para eu não ficar me sozinho, deixou que eu fosse dormir na casa do Marcelo. Apesar de armarem uma outra cama para mim no quarto dele, nós dormimos juntos, eu só de calcinha e sutiã. Naquela noite pela primeira vez nós nos beijamos na boca, muitas vezes, longamente, só não beijamos de língua porque ainda não sabíamos. Naquela noite também a Lucinha deixou de ser fresca e chupou o pau do Marcelo. Depois de vencer meu nojo, achei até bom ter aquele negócio quente na minha boca; e se não era tão gostoso quanto dar a bunda, pelo menos me fazia sentir mulher, uma mulher dando prazer para o seu homem. O Marcelo não chegou a gozar na minha boca (graças a Deus); quando o pau dele ficou bem duro, ele me virou de bruços e pôs no meu cu e ainda me comeu por um bom tempo. Nós gozamos juntos.
Eu estava satisfeita. Pus de volta minha tanguinha, porque tinha decidido dormir de calcinha e sutiã. Como a noite estava um pouco fria, ia ser delicioso dormirmos assim juntinhos, dividindo o mesmo travesseiro. O Marcelo me abraçou por trás; eu me sentia mulher como nunca. Ele me alisava bem de mansinho, e eu já começava a sentir sono. De repente, senti uma coisa dura encostada na minha bunda, enquanto o Marcelo me apertava com mais força.
- Ai, Marcelo, de novo não – eu pedi.
- Só mais uma vez, eu prometo, Lucinha – ele sussurrou no meu ouvido. Depois acrescentou. – Vamos fazer diferente agora, assim de ladinho. Você quer?
Fiquei excitada com a novidade; até ali ele só tinha me comido de bruços, deitado em cima de mim. Disse que tudo bem. Ele abaixou minha tanga e com o pau duro começou a procurar meu cuzinho. Eu tentava ajudá-lo na direção:
- Não, Marcelo, mais para baixo... Foi muito, mais um pouco para cima... É aí... Ai!
Meu cuzinho já estava lubrificado e não deu trabalho para o pau dele entrar. Achei bem gostoso daquele jeito. Sem o Marcelo estar em cima de mim, eu podia mexer a bunda à vontade, para frente e para trás, para os lados. Enquanto isso, com a mão, eu me masturbava na frente. O gozo foi delicioso, ele me bombando atrás de mim e eu rebolando como uma louca. Foi tão bom que repetimos mais uma vez antes de dormir. Dormimos abraçadinhos...

*   *   *
Eu gostaria de poder dizer para vocês que tinha descoberto minha verdadeira natureza, que era uma bicha mesmo e resolvera me assumir. Mas naquela época – e com a minha idade – essas coisas não eram fáceis. Eu me sentia terrivelmente culpada, parecia que estava fazendo alguma coisa errada, vergonhosa. Meu consolo era pensar que aquilo era apenas uma fase da minha vida, que depois eu ia crescer, namorar garotas, casar e ter filhos. Uma vez cheguei a fazer uma promessa de nunca mais dar a bunda para o Marcelo. Mas o desejo era mais forte do que eu. Quando chegava o dia em que nós poderíamos transar, meu cuzinho ficava piscando de tesão. E ainda havia as roupas de mulher. Uma boa parte do meu prazer era me vestir e desfilar para o Marcelo, sentir-me bonita e desejada, e depois deixá-lo tirar minha roupa, devagarzinho, peça por peça, até eu ficar só de calcinha e, finalmente, peladinha. Se fosse só para ir lá dar a bunda, talvez eu não me interessasse tanto.
Enfim, tudo que é bom acaba um dia. O pai do Marcelo, que era militar, foi transferido para outro Estado e a família teve de mudar. Na última vez que transamos, Marcelo me entregou a caixa onde guardávamos as roupas e a lingerie da Lucinha para que ficasse comigo. Não pude aceitar, porque fazia muito volume e eu morria de medo que minha mãe descobrisse. Acabei levando apenas duas calcinhas e dois sutiãs, que eram mais fáceis de esconder. Nós nos despedimos tristes.
Sem ter o Marcelo por perto, minha crise de consciência aumentou ainda mais. Eu queria dar um basta em tudo aquilo e voltar a ser homem, afinal o meu pinto nunca ia desaparecer. Num desses acessos de culpa, piquei as calcinhas e os sutiãs com a tesoura e joguei fora. Foi um alívio. Mas alguns dias depois eu já chorava de arrependimento, com vontade de vestir de novo a lingerie.
Felizmente a sorte estava do meu lado (e do lado da Lucinha). Por aquela época minha mãe recebeu caixas de roupas para doar a uma instituição de caridade. Eu revirei tudo e encontrei uma calcinha e um sutiã, do meu tamanho e muito bonitos, só que de cores diferentes, não faziam um conjunto como as outras que eu tinha, mas já estava ótimo. Resolvi pegar para mim. Tudo bem, pode-se dizer que eu roubei, mas era por uma boa causa, fazia isso pela Lucinha. Depois, no meio daquele monte de roupas, ninguém ia dar por falta de duas pecinhas.
Voltei a meus velhos hábitos. Desfilava e rebolava diante do espelho, alisando meu corpo com as mãos, depois me masturbava vestindo a calcinha e o sutiã, com o um ou dois dedos enfiados no cu. Era bom, mas isso já não me satisfazia plenamente. Aquele prazer nem se comparava ao sentia quando o pau quente do Marcelo roçava a minha bunda e depois quando entrava no meu cu e ficava indo e vindo, indo e vindo...
Por essa época, comecei a observar os outros meninos que eu conhecia, os da rua e os da escola, o Gustavo, o Marcos, o Alexandre... Com calma, procurava alguém para substituir o Marcelo; procurava um novo namorado para Lucinha...   

São Paulo, 04/12/2006.


Lúcia Millet

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