sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Traduzi mais uma pequena história em quadrinhos do cartunista espanhol Fidel Enrich, EL ÚNICO CONSUELO. 


Em algumas partes optei por uma tradução mais livre.


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quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

A bela atriz transexual-pornô Khloe Kay

A TRANSIÇÃO (PARTE 2)


  Conto de Lucia Millet


Este conto é continuação de meu outro conto A TRANSIÇÃO (PARTE1)



– Tudo bem com você, Marcelo? Ou você prefere que eu te chame por outro nome? – perguntou-me aquela mulher bonita de uns quarenta, quarenta e cinco anos, com um tailler cinza e camisa branca, só que ao invés de uma gravata ela usava um lenço colorido amarrado ao pescoço com um nó em um dos lados, deixando as duas pontas caídas.
– Eu prefiro que me chamem de Lucia – respondi. Já que estava tudo perdido mesmo não havia motivo para não seguir em frente. Eles deviam estar me chamando ali para me demitir, ou talvez para me dar uma advertência ou suspensão... Acho que não, o que eu fiz devia ser muito grave aos olhos deles, afinal eles tinham contratado um homem para trabalhar e de repente esse homem aparece vestido de mulher.
– Faz tempo que você se veste de mulher... Lúcia? – ela perguntou.
– Faz. Desde pequeno. Mas só recentemente tive coragem de sair à rua montada. Alguns meses atrás... – respondi timidamente.
– Mas continuava vindo trabalhar vestido... vestida de homem – senti dois olhos verdes com rímel e sombra azul clara se fixarem em mim.
– Era um sacrifício para mim. Se eu pudesse só usaria roupas de mulher. Mas sempre usava lingerie por baixo da roupa de homem – completei com um meio sorriso, não sentia com vontade de esconder nada.
– E hoje você resolveu vir vestida de mulher? – os olhos dela pareciam penetrar em mim como uma faca.
– É, cansei de falsidade! Eu sou Lúcia, não sou Marcelo, entende? – disse.
Ela fez que sim com a cabeça, mas na certa ele não entendia muita coisa. Por que me chamaram ali? Podiam simplesmente me mandar embora, não por justa causa, mas por um motivo qualquer, e então eu ia receber o fundo de garantia, parte das férias e do décimo terceiro e depois ainda tinha o seguro-desemprego. Dava para eu me virar por algum tempo com esse dinheiro, até arranjar outro emprego.
– Lúcia, tive muito boas referências suas. Disseram que você é um funcionário exemplar. Sabe, o banco tem um programa para inserção de pessoas... digamos... diferentes... como você...
A partir daí a conversa tomou um outro rumo. Fiquei sabendo que aquela mulher ocupava um cargo importante na Diretoria de Pessoal do banco. Ela me disse que eu poderia continuar vindo trabalhar vestida de mulher sem problema, apenas sugeriu que eu trocasse de seção por uma outra onde trabalhavam menos pessoas e onde eu teria um banheiro só para mim. Ela também me deu o cartão de uma psicóloga do banco para acompanhar meu caso e pediu que eu marcasse uma consulta. Por fim, me dispensou pelo resto do dia, dizendo para eu me apresentar na nova seção somente no dia seguinte.
Eu que pensava que ia ser despedida, saí do prédio leve como um passarinho. Estava tão certa de demissão, que já tinha colocado todas minhas coisas na bolsa, assim não precisei voltar a minha à antiga seção. E ainda tinha um dia todo livre diante de mim, em plena segunda-feira.
Voltei para minha quitinete. Precisava treinar com os sapatos de salto agulha de catorze centímetros, aqueles mesmos que eu tinha usado quando fiz empregadinha na casa do doutor Cleber e que ele tinha me dado para que eu me acostumasse. E decidi ficar com eles a maior parte do tempo quando estivesse em casa, apesar do desconforto. Andei de um lado para outro no apartamento, cozinhei, lavei a roupa, fiz limpeza, tudo sem tirar os saltos, e ainda separei as roupas do Marcelo para doar a alguma instituição de caridade (só guardei um kit de peças básicas para usar caso de precisar ir a algum lugar vestido de homem). Aos poucos comecei a andar com mais facilidade com os saltos, não perdi o equilíbrio nenhuma vez, mas ainda sentia que faltava naturalidade no meu caminhar. 

A bela atriz transexual-pornô Khloe Kay

No dia seguinte comecei na nova seção, onde trabalhavam pessoas mais liberais, vário gays, e eu tinha um banheirinho só para mim. Achei um saco ter de falar com a psicóloga do banco uma vez por semana. Eu já tinha absoluta certeza do que queria para mim, achava o aconselhamento totalmente desnecessário, mas tinha de ir. Achei a psicóloga uma chata e não senti nenhuma vontade de me abrir com ela. O que me livrou de mais chateação foi que eu tinha na bolsa uma receita do Dr. Cleber que tinha trocado meus hormônios por outros melhores, então pude dizer que já tinha um médico já fazia o acompanhamento da minha transição, o que desarmou a psicóloga. Ela só não só não sabia que o Dr. Cleber era na verdade cirurgião plástico e meu amante.
Na sexta-feira doutor Cleber ligou para mim.
– Escuta, Lúcia. Você vai fazer alguma coisa neste fim de semana? – ele perguntou.
– Não, vou ficar em casa – respondi.
– Você quer passar o final de semana comigo na praia? – ele perguntou.
– Ah, eu quero! Claro! – respondi entusiasmada.
No dia seguinte lá estava eu sentada ao lado do doutor no banco de couro de uma Mercedes-benz bordô a caminho do litoral. Coloquei uma roupinha simples, blusinha cavada amarela, minissaia jeans, sandália rasteira, sem muitos acessórios, apenas uma pulseira fina e dois grandes brincos de argola (finalmente tinha criado coragem de furar as orelhas), de maquiagem apenas o batom. Contei para o doutor o que tinha feito no banco, que tinha ido trabalhar vestida de mulher.
– Que coragem, Lucia! – disse ele – Meus parabéns!
– Fiquei com medo que eles me mandassem embora, mas deu tudo certo. Eles me colocaram em outra seção menor, com um pessoal mais liberal. Lá posso ir trabalhar vestida de mulher sem problema e tenho um banheiro só para mim – disse.
– Então agora você vai ser mulher por tempo integral? – ele perguntou.
– Vou – respondi – Nunca mais quero vestir roupas de homem.
Nós dois rimos enquanto a Mercedes-Benz avançava silenciosa e veloz pela estrada. Um pensamento veio a minha cabeça: um homem rico e bonitão como o doutor Cléber poderia ter quase todas as mulheres do mundo que quisesse e, no entanto, era eu que estava ali ao sentada ao lado dele na Mercedes, indo passar um final de semana na praia. Ele devia achar algum atrativo especial em mim, alguma coisa que as mulheres não tinham. Talvez o fato de eu ter nascido homem, de eu ter um pênis, que mesmo sem ser usado continuava lá. E eu que sempre desejei ter nascido mulher, que achava que a transexual não passava uma cópia medíocre da mulher, agora me dava conta de que se eu fosse mulher de verdade talvez não atraísse doutor como atraia. Era a mim, ou a pessoas como eu, que ele queria...
  


Khloe Kay


    Chegamos em uma casa de muros altos em um condomínio fechado bem perto do mar. Uma mulher veio nos receber logo que descemos do carro: era Odete, aquela mesma do apartamento do doutor.
– Bom dia, doutor Cleber, como foi de viagem? Olá, Lúcia. Como vai você? – ela perguntou sorrindo
– Bem – respondi secamente, lembrando de como ela tinha me tratado no dia que fiz a empregadinha.
– O Guilherme e o Domingos já chegaram? – o doutor perguntou a Odete.
– Só o Guilherme, doutor! Ele está na piscina – ela respondeu
– Bom, o Domingos sempre se atrasa – falou o doutor sacudindo a cabeça.
Não esperava que houvesse outras pessoas na casa, pensava que ia ser um final de semana só eu e o doutor e tinha trazido até umas roupas bem sensuais para usar. Vesti meu biquíni fio dental laranja com uma canga cobrindo a parte de baixo e fui para perto da piscina. De longe vi o doutor conversado com outro homem que devia ser o Guilherme. Havia também uma moça loura tomando sol numa espreguiçadeira.
– Ah, Guilherme, essa aqui é a Lúcia quem eu te falei – disse o doutor.
– Ah, que belezinha ela é – Guilherme respondeu e me beijou no rosto – Aposto que você e a Jéssica vão ficar amigas! – ele chamou a moça que estava tomando sol de bruços com um biquíni fio-dental listrado – Jéssica! Venha conhecer a Lúcia.
Jéssica se levantou e veio até nós. Só então percebi que ela não era uma mulher e sim uma transexual como eu, só que muito mais bem feita. Tinha um belo par de seios enchendo o top do biquíni e os cabelos louros iam até o abaixo dos ombros. Não fosse pelo volume que o pau dela fazia na parte da frente do biquíni, ninguém diria que ela não era uma mulher. A beleza da Jéssica me impressionou, e quando ela levantou os óculos escuros e os colocou no alto da cabeça como uma tiara, revelou um lindo par de olhos azuis.
– É um prazer, Lúcia – disse ela com um sotaque gaúcho enquanto nos beijávamos. Senti um frio na barriga quando os seios dela encostaram-se a mim. Eram seios de tamanho médio, talvez de 300 ml, e tão perfeitos que nem pareciam implantes.
– O prazer é meu, Jéssica – respondi ainda atordoada com beleza dela. Pelo menos minha bunda é mais empinada que a dela, foi a única vantagem que vi em mim.
– Agora, meninas – disse o Dr. Cleber – vão para a piscina tomar sol que eu e o Guilherme temos assuntos sérios para tratar.
E lá fomos nos duas para a beira da piscina. Senti que os olhares do doutor Cléber e do Guilherme nos devoravam pelas costas enquanto caminhávamos.
– Tu está namorando o Dr. Cléber? – Jéssica me perguntou enquanto nos deitávamos lado a lado em duas espreguiçadeiras.
– É, acho que sim. Na verdade a gente se conhece há pouco tempo. Ele operou meu nariz – respondi.
– Ficou ótimo, guria – ela disse me olhando meu nariz, e além do sotaque notei que ela tinha a voz bem feminina, diferente da minha.
– Você operou o nariz também – perguntei.
– Não, o nariz não. É meu mesmo. Operei outras coisas – ela respondeu.
– Ah, os seus seios ficaram lindos – eu disse.
– Obrigada! Foi o Dr. Cleber que me operou – ela respondeu sorrindo.
Fiquei imaginando se o doutor também tinha comido a Jéssica. A resposta veio logo a minha cabeça: claro que sim! Que diferença, ela com aquele par de seios maravilhosos e eu com o top cortininha vazio, apenas marcando o meu peito. Conversamos um bocado, eu nunca tinha conversado com outra transexual. Jéssica me contou que era de Porto Alegre e que estava morando em São Paulo havia um ano e meio. Além dos implantes nos seios, ela tinha feito operação para tirar o pomo de adão e para afinar a voz.
– Não sabia que dava para mudar a voz operando – disse eu.
– Claro que dá! Mas não é o Dr. Cleber que opera, é outro médico, o Domingos. Daqui a pouco tu vai ver ele por aqui – ela respondeu.
Era agradável conversar com a Jéssica, quem sabe nós realmente ficássemos amigas. Seria tão bom ter uma amiga, ainda mais uma transexual como eu. E a Jéssica era tão bonita que me deu até vontade de pegar ela, beijar aquela boca carnuda, lamber ela todinha, comer a bunda dela ou deixar que ela comesse a minha, sei lá, fazer alguma coisa com ela. 


Khloe Kay, totalmente sem seios.



    Ouvimos vozes, o terceiro convidado chegou, o Domingos, que eu já conhecia, era um daqueles que estavam jogando cartas com o doutor Cléber no dia que fiz a empregadinha. Com o Domingues veio a Maíra, uma morena linda, também transexual. Maíra foi bem simpática com a Jéssica e comigo quando veio se deitar ao nosso lado na piscina, com seu biquíni fio-dental de bolinhas. Ela era um pouco mais velha que nós, devia ter uns 25 ou 26 anos, enquanto a Jéssica tinha 21 e eu 20. Podia até não ser tão bonita quanto a Jéssica, mas tinha um corpo fantástico. Também já tinha feito várias operações, seios, pomo de adão, nariz, queixo, próteses nos quadris, agora estava querendo tirar uma costela para afinar mais a cintura e falava até de no futuro fazer operação de mudança de sexo.  Jéssica e eu dissemos que não teríamos coragem de cortar fora nosso pau.
– É, talvez sinta um pouco de falta dele – disse Maíra referindo-se a seu pênis – mas só assim eu ia me sentir totalmente mulher.
Os homens nos chamaram para nos juntarmos a eles. Conversamos um pouco todos juntos. Fiquei sabendo que o Guilherme também era médico. Então eram três médicos: doutor Cleber cirurgião plástico, Domingos otorino e o Guilherme endócrino. Fiquei também sabendo que não era na casa que íamos passar o final de semana e sim na lancha do doutor Cleber. Eu nunca entrado numa lancha antes, muito menos andado em uma. Quase não acreditei quando vi a lancha, era linda, enorme, quase uma casa flutuante. Enquanto avançávamos pelo mar, Jéssica, Maíra e eu nos deitamos com nossos biquínis no convés da frente para tomarmos sol. Jéssica fez top less porque queria bronzear os seios. Sem o top os peitos dela ficavam ainda mais lindos: ai que inveja!
A chegamos a uma baía deserta e começaram os preparativos para o churrasco a bordo da lancha. Nós mulheres saímos do convés de frente e fomos nos juntar aos homens (já tinha dado para pegarmos uma corzinha). O Dr. Cleber era o churrasqueiro oficial, tinha sushi, saladas e bebidas à vontade. Ficamos ali conversando, comendo e bebendo, todo mundo bem alegre, com bastante álcool na cabeça. De novo senti falta de ter seios, eu com aquele top cortininha vazio no peito, enquanto a Jéssica e a Maíra desfilavam com seus belos seios.
Mais tarde os três casais se separaram, cada um para uma das cabines da lancha. A minha cabine com o Dr. Cleber era a única suíte. Eu estava meio tonta da cerveja e das batidas e louca para transar. Fomos para a cama e eu comecei a chupar o pau do doutor.
– Ah, Lúcia, como você chupa bem! Você me mata de tesão – disse o doutor em êxtase.
Realmente eu me esforçava ao máximo para dar prazer a ele. Depois de um tempo chupando, tirei o pau do doutor da minha boca e só fiquei lambendo, como se fosse um picolé.
– Cleber! – disse eu.
– O que é, Lúcia? – perguntou ele.
– Eu queria colocar seios – disse – Sabe, pequenos, PP, só para encher um pouco o top o biquíni, o sutiã.
– Está bom, Lúcia, eu coloco do tamanho que você quiser – ele disse apressado – Agora fique quietinha e continue chupando.
Definitivamente queria seios pequenos, pensava enquanto chupava o pau do doutor com vontade. E ainda que os peitos maiores como os Jéssica e da Maíra ficassem maravilhosos, não queria aquilo para mim. Além de serem mais práticos, seios pequenos seriam mais fáceis de esconder caso precisasse ir a algum lugar vestido de homem: bastava apertar uma faixa por cima e colocar uma camisa folgada que ninguém ia notar. Podia até ir visitar meus pais no interior. Já tinha retornado a minha cidade uma vez depois da operação no nariz. Meus pais acharam aquilo estranho, mas tudo bem, era um rapaz com um nariz mais delicado. Agora, colocar seios já era diferente, parecia uma opção definitiva, deixar de ser homem para ser mulher, uma mulher transexual.
Continuei chupando, colocando e tirando o pau do doutor da minha boca, mexendo nele com a língua, enquanto que com a outra mão masturbava, meu pau duro como uma estaca. E chupei tão bem que o Dr. Cleber acabou gozando na minha boca sem ter tempo de me comer, e eu logo em seguida eu gozei também. Uma pena, eu estava louca de vontade de dar a bunda. Dormimos juntinhos, bem abraçados, apesar do calor: tinha ar condicionado na lancha.
No dia seguinte pela manhã passeamos com a lancha por vários lugares, depois paramos bem perto de uma ilha e pudemos desembarcar em uma praia minúscula, totalmente deserta, de areia branca. Levei uma saída de banho para o caso de aparecer alguém, porque de biquíni era fácil notar que eu não era mulher, por causa volume que meu pau fazia na parte da frente da calcinha e por meu top vazio. Jéssica e a Maíra não estavam nem aí, foram apenas de biquíni e as duas ainda fizeram top less. 

Khloe Kay



     À tarde voltamos à marina para deixar a lancha e depois fomos para a casa da praia. Odete já estava nos esperando com tudo preparado. Ela nos levou, Jéssica, Maíra e eu, para um quarto onde já estavam separadas as fantasias que deveríamos usar à noite. A minha era mesma de empregadinha, a Jéssica de estudante e a Maíra de enfermeira, todas curtíssimas e com parte das ligas e as meias 7/8 arrastão inteiras à mostra. Pelo menos eu tinha treinado bastante com saltos altos e já conseguia andar direitinho. Jéssica e Maíra se maquiaram rapidamente e depois me ajudaram com a minha maquiagem. Ficamos as três maravilhosas e voltamos para a sala onde estavam os homens conversando e tomando whisky, esparramados nos grandes sofás.
– Ah! Chegaram as nossas lindas – exclamou Guilherme.
Cada uma de nós foi se sentar ao lado do seu namorado.
– Parece que você melhorou com os sapatos altos – disse o doutor Cleber, e todos riram porque todo mundo já sabia da minha queda no dia do jogo de pôquer.
– Eu andei treinando em casa – respondi também rindo.
Não fizemos nenhuma brincadeira com as fantasias, apenas improvisamos um desfile de cada uma, e eu até dei uma voltinhas sem perder o equilíbrio nos saltos.
Jantamos todos na grande mesa da sala. Dr. Cleber passou a mão em minhas coxas e na minha bunda várias vezes.
– Você é a empregadinha mais linda que eu já tive – ele disse ao meu ouvido.
Sorri e passei a mão no colo do doutor e pude sentir o pau dele duro dentro da bermuda. Ai, que bom, à noite vai ter mais! E ficamos ali conversando, rindo e bebendo até mais tarde. Depois os casais foram cada um para suas suítes. Doutor Cleber me ajudou a desamarrar o corset, que desta vez não me incomodou tanto. Acho que estava tão distraída conversando e bebendo que me até esqueci dele apertando minha cintura. Ou quem sabe meu corpo já estivesse se acostumando com ele, o que era bom. Mesmo assim, minha pele na cintura ficou toda marcada pelas barbatanas. Queria tomar um banho antes de ir para a cama, mas o doutor Cleber não deixou.
– Ah, gostosa, vem cá! Agora você não escapa – disse o doutor cheio de tesão.
– Deixa eu tomar um banho antes. Eu transpirei muito, estou fedida – eu disse.
– É assim mesmo que eu quero você – respondeu o doutor enquanto me levava para a cama.
Assim quem poder resistir? Comecei a chupar o pau do doutor, mesmo sem ele ter pedido, achava aquilo minha obrigação enquanto mulher. Chupei um pouco, mas depois ele tirou o pau da minha boca e disse:
– Para, Lúcia, eu senão vou gozar. Hoje eu quero comer esse seu cuzinho.
– Ah, doutor! – respondi. Apesar da nossa intimidade, continuava chamando o Cleber de doutor. Achava tão charmoso!
Eu me deitei de bruços na cama, só de calcinha fio-dental. O doutor beijou a minha bunda muitas vezes, senti a barba áspera dele contra as minhas nádegas. Depois ele começou a baixar minha tanguinha, bem lentamente, enquanto beijava meu corpo, até que a tanga saiu por meus pés toda enroladinha. O doutor se deitou sobre mim, senti o pau dele quente contra as minhas nádegas e depois entre elas, procurando passagem até meu cu. Arrebitei mais a bunda...

                                                                              *     *     *


Khloe Kay


     

No dia seguinte de manhã retornamos para São Paulo. O doutor tinha de preparar o material para uma cirurgia na segunda de manhã e precisava voltar cedo. E lá estava eu de novo sentada ao lado do doutor no banco de couro da Mercedes-benz, olhando a estrada que se abria na minha frente.
– Você se divertiu, Lucia? – ele me perguntou.
– Muito! Adorei – respondi.
– Gostou das meninas? – ele perguntou.
– Claro, as duas são ótimas, tanto a Jéssica quanto a Maíra. Nunca tinha conversado com outras trans antes – respondi – Senti inveja dos peitos delas.
– Foi por isso que você resolveu colocar também? – ele perguntou.
– Um pouco foi. Eu pensava de vez em quando em colocar seios, mas assim sem muita pressa. Mas quando me vi de biquíni junto com a Jéssica e a Maíra, disparou a vontade – disse.
– Sabia que isso ia acontecer mais cedo ou mais tarde – disse ele sorrindo.
– Mas eu quero seios pequenos. Não como os da Jéssica e da Maíra – eu disse.
– Eu sei, você já me disse. Só não vá depois se arrepender e querer trocar por próteses maiores – ele respondeu.
– Não, eu prometo que não vou me arrepender – disse sorrindo.
– Liga para minha secretária para marcar uma consulta. Vou mostrar as próteses para você escolher. Podemos fazer simulações no computador – ele disse.
A Mercedes-benz parou na Avenida Ipiranga e me deixou em frente ao Copan. Minha boca e a do doutor Cleber se uniram num beijo de rápido de despedida, porque era perigoso ficar parado muito tempo ali por causa dos assaltos, ainda mais de Mercedes-benz.

                                                             *     *     *


                                                                                *     *     *

 Tive de pegar uma licença médica de oito dias para fazer o implante nos seios. Fiquei de molho em casa, curtindo os dois montinhos no meu peito debaixo das bandagens. Quando fui no consultório do doutor para tirar os curativos, vi meus seios pela primeira vez. Exatamente do jeito que eu queria: doutor Cleber era ótimo mesmo. E eu já poderia voltar a trabalhar, só precisava usar um sutiã especial por algumas semanas.
Meus seios eram pequenos, é verdade, mas já enchiam um sutiã tamanho PP. E quando eu colocava um sutiã meia-taça e uma blusinha decotada por cima, dava para ver aqueles lindos montinhos pelo decote. E mesmo sozinha em casa era tão bom ver aqueles seios no meu peito, massageá-los enquanto tomava banho, eles me faziam sentir muito mais mulher.
Nem bem os implantes nos seios tinham cicatrizado e eu já queria fazer a operação para afinar a voz, como a Jéssica e a Maíra. Falei com o Dr. Cleber e ele combinou tudo direto com o Domingos. O Domingos era amigo do doutor Cleber e devia um monte de favores para ele, então me operou sem cobrar nada e também sem querer me comer, apesar de ele também ser tarado por transexuais. O Domingos sabia que eu era namorada do doutor Cleber, e pelo jeito aquela história de “mulher de amigo meu para mim é homem”, valia também para as transexuais.
A operação nas cordas vocais foi bem simples, nem precisei ficar internada, mas tive de ficar sem falar por alguns dias. Minha voz ficou ótima, quer dizer continuava a mesma voz, só que mais fina, numa tonalidade mais alta, sem que eu precisasse me esforçar. Uma mudança pequena, mas era mais um passo para eu me tornar mulher. O doutor Cleber adorou a minha nova voz e lá onde eu trabalhava todo mundo também gostou.
Pouco tempo depois, doutor Cleber me convidou para passar um outro fim de semana com ele, não mais na praia, mas num sítio no interior, uns cem quilômetros de São Paulo, com direito à piscina, churrasqueira e até cavalos. Para melhorar, ia ser um final de semana prolongado, porque tinha caído um feriado na sexta-feira. O convite veio bem a calhar, eu estava louca para mostrar meus novos seios num biquíni e também minha nova voz.
Os casais eram os mesmos, Guilherme e Jéssica, Domingos e Maíra, doutor Cleber e eu. A Jéssica e a Maíra me fizeram tirar o top para mostrar meus novos seios. Acabei tendo de mostrar meus peitos para todo mundo. O Guilherme e Domingos elogiaram o trabalho do doutor Cleber, todos falaram que meus os seios ficaram lindos. Acabei aderindo ao top less, apesar de amar aquelas marquinhas do top no meu peito, mas bronzeados eles também ficavam bonitos. Mais importante eram as marquinhas da calcinha fio-dental na minha bunda e aquelas duas faixinhas dos lados que se juntavam na frente. E não me senti inferior à da Jéssica ou à Maíra por seios eram menores que os delas. Estava contente com eles daquele tamanho, o importante para mim era ter seio, e nunca me arrependi de não ter posto próteses maiores.

Khoe Kay


    

 – Tu sabia que Maíra faz uns programas para completar a renda – disse-me Jéssica  com seu sotaque gaúcho quando ficamos as duas sozinhas.
– Verdade? – disse eu impressionada.
– De onde você acha que ela tirou o dinheiro para comprar o carro e o apartamento? – ela perguntou.
– O Domingos... – sugeri.
– Domingos é um mão-de-vaca – disse Jéssica – Não é como o Cleber e o Guilherme. A Maíra tem de se virar sozinha. Se tu estiver precisando fazer um dinheiro rápido, só falar com ela que ela te arranja uns programas – disse Jéssica.
– Eu até que estou precisando, mas não tenho coragem. Você teria? – perguntei.
– Nunca precisei, meus namorados sempre foram muito generosos. Mas não digo: “dessa água não beberei” – terminou ela.
À noite vesti um shortinho jeans lycra desbotada, rasgado e bem apertado, que entrava todo no meu rego. Na parte de cima um top laranja (adoro essa cor) curto, que deixava meus peitinhos empinados e minha barriga sarada à mostra.
– Que delícia você está, Lúcia – disse o doutor quando me viu.
– Obrigada – respondi e dei uma voltinha para que ele me visse inteira.
– Esse seu shortinho se chama: “Ai que vontade de dar!” – dele disse rindo.
– Então acertou! – respondi sorrindo.
E continuamos os três casais bebendo e contando piadas até tarde, quando fomos para as suítes.
– Lúcia – disse o doutor me agarrando por trás quando ficamos sozinhos na suíte – Estava difícil resistir a esse seu shortinho. Não via a hora de pegar você.
– Ai, doutor! – respondi movendo a bunda de um lado para o outro enquanto ele me agarrava por trás e beijava meu pescoço.
– De que cor é a tanguinha que você está usando por baixo desse shortinho? – ele perguntou.
– Não conto – respondi – Se quiser saber, vai ter de tirar meu shorts para ver.
Ainda me segurando por trás, o doutor soltou o botão da frente do meu shortinho, abaixou o zíper e começou a retirá-lo lentamente, revelando minha tanga rosa, com detalhes em renda transparente. Ele se ajoelhou atrás de mim e começou a beijar minha bunda. Arrebitei o bumbum o máximo que pude para que ele ficasse ainda mais atraente. Pensei que ele ia lamber meu cu novamente (nossa, como aquilo foi gostoso!), mas não, ele se levantou, ainda pelas minhas costas. Senti o pau dele duro e quente encostado nas minhas nádegas enquanto o doutor retirava meu top por minha cabeça, me deixando apenas com a tanguinha rosa. Depois ele me pegou no colo (ai como ele era forte!) e me levou para a cama. A essas alturas meu pau escapou de dentro da calcinha de tão duro que estava. Tentei colocá-lo de volta, mas o doutor disse:
– Não precisa. Pode deixar.
Na cama comecei de novo a chupar o pau do doutor, que ficou ainda mais duro do que estava. Pouco depois ele tirou o pau dele da minha boca e começou a me virar delicadamente de bruços na cama, ao mesmo tempo em que retirava minha tanguinha.
– Estou louco para comer essa sua bunda. Você dá para mim?
– Ah, doutor! Claro que eu dou! – respondi enquanto me virava de bruços na cama.

O doutor terminou de tirar minha tanguinha ao mesmo tempo em que dava beijinhos no meu corpo e principalmente na minha bunda. Fiquei arrepiada de tanto tesão. Pouco depois ele se deitava sobre mim e o senti calor do pau dele contra as minhas nádegas e depois entre elas, procurando o caminho até meu cu.                                                                              


                                                             *     *     *


Khloe Kay atuando 


    

 

No dia seguinte ficamos os três casais na piscina, tomando sol bebendo fazendo churrasco, conversando, rindo. Jéssica, Maíra e eu de top less. À noite fizeram novamente a brincadeira das fantasias. Maíra de enfermeira e Jéssica de estudante e eu de empregadinha. Tinha vontade de usar outras fantasias, a de estudante da Jéssica era deliciosa, mas me lembrei que as roupas eram feitas sob medida para cada uma de nós.
Organizamos um novo desfile com nossas fantasias, dessa vez ao som de música eletrônica, e nós três dançamos e rebolamos enquanto os três homens esparramados nos sofás assobiavam e aplaudiam. Até aí tudo normal, mas na hora de irmos nos sentar com nossos namorados, doutor Cléber sugeriu que eu fosse sentar com o Guilherme, a Jéssica com do Domingos e a Maíra com ele. Tudo bem, conversamos, e bebemos, todo mundo alegre, todo mundo brincando. Logo doutor Cléber e a Maíra começaram com uns amassos, a Jéssica e o Domingos também se pegaram. Senti a mão do Guilherme nas minhas coxas e depois em volta da minha cintura e ele me puxou si e acabamos nos beijando. O Guilherme era bem simpático, tinha a mesma idade do doutor Cléber e não vi razão para resistir aos avanços dele. Parece que aquele era o jogo que jogavam ali. Jéssica e a Maíra estavam totalmente à vontade com os novos parceiros. E os novos casais continuaram juntos também na hora de irmos para as suítes. Acabei transando e dormindo com o Guilherme.
Não foi ruim transar com o doutor Guilherme. Ele era gentil, carinhoso... e a transa foi bem gostosa. Mas para mim tudo aquilo parecia muito estranho, afinal eu a namorada do doutor Cleber, ou pelo menos só vinha transando com ele desde que tínhamos nos conhecido. E então ir para a cama com o Guilherme, enquanto o doutor ia com a Maíra. Não posso dizer que amava doutor Cleber, gostava dele, sim, mas não a ponto de sentir ciúmes por ele estar transando com a Maíra. Por mim tudo bem. Só achava tudo estranho, muito estranho...
 Na manhã seguinte a nova divisão dos casais permaneceu: a Maíra com o doutor Cleber, a Jéssica com o Domingos e eu com o Guilherme. Fizemos um outro churrasco ao lado da piscina
– Vocês já tinham feito isso antes? Troca de casais? – perguntei para a Jéssica e a Maíra quando estávamos tomando sol ao lado da piscina.
– Sim, eu já fiz – respondeu a Maíra.
– E eu também – disse a Jéssica e depois completou – Tu é nova no grupo, Depois se acostuma...
As duas também deviam ter feito as suas operações plásticas sem pagar nada, quer dizer, pagavam de outra forma, como eu.

À noite fizemos novamente a brincadeira das fantasias, cada uma vestiu sua fantasia de empregadinha, estudante e enfermeira e a roleta girou novamente. Desta vez eu fiquei com o Domingos, a Maíra com o Guilherme e a Jéssica com o doutor Cleber. Então finalmente transei com o doutor Domingos, que tinha feito minha operação nas cordas vocais. Afinal minha cirurgia não saiu totalmente de graça. 


                                                                       *     *     *


Khloe Kay atuando 


     

– Você está calada, Lúcia – disse o doutor dirigindo a Mercedes-benz de volta para São Paulo.
– É... Eu achei meio estranho... a troca de casais... Nunca tinha feito isso antes – respondi meio embaraçada.
– Você não gostou deles? – ele perguntou
– Não, os dois foram ótimos, tanto o Guilherme quanto o Domingos... Carinhosos, tudo... Mas eu preferia ficar só com você, Cleber. Não estou acostumada com essas coisas – respondi.
– Menina, – respondeu o doutor passando a mão na minha coxa – a vida é muito curta. A gente precisa experimentar coisas novas...
Transar é sempre bom, ainda mais com pessoas legais como o Cleber, Guilherme e Domingos. Não posso reclamar, gozei com os três; mas eu sempre gozo quando transo. Tudo bem, eu não era nenhuma menina virgem, mas a troca casais tinha me chocado. Talvez eu seja um pouco romântica, sei lá. Não me sentia bem passando assim de mão em mão. Aonde aquilo ia parar? Será que seria só troca de casais ou teria mais coisas? Daqui a pouco podia estar participando de sexo a três, sexo coletivo, sado-masoquismo, transexual transando com transexual. Eu até que sentia um certo tesão pela Jéssica, mas não sei se ia rolar alguma coisa. Nós duas éramos mulheres transexuais e pelo jeito não éramos lésbicas, gostávamos de homem. E eu só sentia tesão pela Jéssica quando estava perto dela, depois passava.
Mercedes-benz do doutor avançava velozmente pela estrada em direção a São Paulo, uma música de jazz suave saía dos alto-falantes espalhados pelo carro. Eu tinha um assunto urgente para tratar com o doutor Cleber e não sabia por onde começar. Sentia um pouco vergonha de pedir dinheiro para ele depois de tudo o que ele tinha feito por mim, mas a necessidade venceu a vergonha.
– Sabe, Cleber – disse – Eu estou com um problema para pagar o aluguel da quitinete onde eu moro. Eu ganho pouco, você sabe... Antes era o que Paulo pagava o aluguel e eu o condomínio... Agora tenho que pagar tudo sozinha e não está dando. Vou ter de entregar o apartamento e voltar para a pensão...
– Não se preocupe com isso, Lúcia. Quando vier o boleto do aluguel, você deixa com a minha secretária. Eu cuido disso – respondeu Dr. Cleber, sem tirar os olhos da estrada.
E foi só isso: meu grande foi problema resolvido num passe de mágica. Sem dúvida para o doutor Cleber aquilo eram apenas uns trocados. Como é bom namorar um homem rico, pensei. E namorar um cirurgião plástico também é bem conveniente para uma transexual. Se eu resolvesse fazer mais operações, ficava tudo mais fácil. Mas tinha prometido para mim mesma que não iria entrar naquela paranóia de operações e mais operações como a Maíra. Não queria operar mais nada, ia ficar com o pomo de Adão, com todas as minhas costelas e sem mais implantes. No meu rosto doutor Cleber disse que poderia fazer algumas pequenas modificações para que eu ficasse ainda mais feminina, como afinar o queixo, aumentar lábios. Quem sabe? Com um médico assim próximo fica tudo tão tentador...   
Já havia conseguido muita coisa na vida, tinha ficado uma mulher quase perfeita. Na rua ninguém percebia que eu havia nascido homem. Mas ser uma transexual não é fácil, é preciso estar sempre alerta para não sermos notadas. Queremos parecer cada vez mais com a mulher de verdade, quer dizer, com a mulher biológica, nós também somos mulheres de verdade. E não queremos apenas parecer mulher, queremos ser mulher. Dizem que o gênero está na cabeça, não no corpo, e deve ser mesmo verdade. Em certo sentido, ser transexual é uma luta contra a natureza, com remédios e cirurgias, mas nós não nos importamos. Esse corpo com o qual nascemos não é nosso verdadeiro corpo; não somos obrigadas a ser homens só porque nascemos com um pau ao invés de uma buceta. Eu me sentia bem de ser do jeito que eu era, uma mulher com pau. Ainda bem dei sorte de ser uma transexual bem desejável... e de ter conhecido doutor Cleber...


A HISTÓRIA CONTINUA NUM PRÓXIMO CONTO CHAMADO “UM AMOR”.


Khloe Kay



domingo, 11 de novembro de 2018

Traduzi mais uma historia em quadrinhos do cartunista espanhol Fidel Enrich, MARC O PROVOCADOR.










segunda-feira, 29 de outubro de 2018

A Transição (parte 1)



Conto de Lucia Millet

Dr. Cleber pediu para eu marcar mais uma consulta antes da operação no nariz. Desta vez tive de ir vestido de homem porque fui direto do serviço. A secretária de novo deu para mim o último horário do dia, às 19:30 hs. Já prevendo que o doutor ia me comer outra vez, caprichei a lingerie que usava por baixo da roupa de homem, um lindo conjuntinho preto de calcinha fio-dental e sutiã, com partes rendadas e outras em tule transparente.
– Você também fica um rapaz muito simpático vestido assim – disse o doutor quando entrei em sua sala.
– Obrigada – sem querer respondi no feminino e prossegui – Eu preferia ficar vestido de mulher o tempo todo, mas tenho de trabalhar...
– Entendo – respondeu o doutor.
– Para compensar eu uso lingerie por baixo, é a minha maneira de me sentir feminina mesmo usando com roupas de homem – completei.
– Você está de lingerie agora? – perguntou o doutor interessado.
– Estou – respondi sorrindo.
– Muito bem – ele disse sorrindo, depois prosseguiu mais sério – Agora vamos ver seus exames.
Ele abriu o envelope e começou a leu os papeis dos exames. Depois colocou os papeis de volta no envelope e se recostou na cadeira.
– Está tudo bem com os seus exames, Lúcia. Podemos marcar sua operação – disse o doutor.
– Ai, doutor, que bom! – exclamei alegre.
Combinamos de marcar a operação para dali a dez dias, quando começariam minhas primeiras férias no banco, assim quando voltasse a trabalhar, trinta dias depois, o nariz já estaria bem cicatrizado.
– Então está marcado – disse o doutor depois anotar em sua agenda.
– Ah, doutor, não sabe como isso é importante para mim. Não sei como agradecer – disse transbordando de felicidade.
– De que cor é? – o Dr. Cleber perguntou.
– O quê? – perguntei sem entender.
– De que cor é lingerie que você está usando por baixo – ele completou.
– Ah! – respondi – É um conjuntinho preto, calcinha e sutiã, com rendas e partes transparentes.
– Hummm! Deve ficar maravilhoso no seu corpo – ele falou sorrindo.
– Se o doutor quiser, eu mostro – disse sensualmente.
– Então mostra – pediu o doutor.
Tirei rapidamente minhas roupas e fiquei apenas de calcinha e sutiã. E dei umas voltinhas para que o doutor me visse por inteira.
– Ah, você está linda – disse ele levantando-se e se aproximando de mim.
Eu logo fiquei excitada, estava louca de vontade dar a bunda, não transava há várias semanas, na verdade desde que doutor tinha me comido na primeira consulta. Tinha ouvido falar que o Dr. Cleber cobrava uma fortuna para operar, e fiquei imaginando quantos metros de vara eu teria de levar até pagar minha cirurgia. Esperava que fossem muitos metros, para mim aquilo não era nenhum sacrifício, ao contrário, nada como unir o útil ao agradável.
– Gostosa! – disse o doutor me beijando enquanto passava a mão minha bunda.
– Ai, doutor! – foi só o que consegui responder, já totalmente entregue.
*     *     *
Linda crossdresser/transexual desconhecida.

Foi tudo bem na cirurgia, sofri um pouco nos primeiros dias, mas quando voltei ao consultório do Dr. Cleber para tirar os curativos, mal acreditei no que via. Apesar de ainda estar um pouco inchado, meu nariz tinha ficado perfeito, nem muito pequeno, nem muito fino, nem muito arrebitado. O Dr. Cléber era realmente um grande cirurgião plástico, valia cada centavo da fortuna que cobrava, e para mim valia cada centímetro de vara que eu levei e que ainda ia levar.
– Ah, Dr. Cleber, não tenho palavras para agradecer – disse emocionada.
– Não precisa de palavras. Você me agradece de outro jeito – respondeu o doutor sorrindo.
– Pode deixar, o senhor vai ver como sou bem agradecida! – exclame sorrindo.
– Isso é só o começo. Aposto que depois você vai querer operar mais coisas – fez ele também sorrindo.
– Ah, não sei! – respondi também sorrindo.
Naquele dia não transamos, era começo da tarde e na sala de espera estavam a secretária do doutor e um outro paciente. Além disso o meu nariz ainda estava muito sensível. Só demos uns beijinhos e ele passou a mão na minha bunda.
Com meu novo nariz eu me senti muito mais confiante para sair à rua, entrar nas lojas, andar de metrô. Comecei até a dispensar os óculos escuros. Desde que não falasse nada e revelasse minha voz de homem, quase ninguém percebia que eu não era mulher. E o melhor de tudo, senti alguns olhares masculinos cobiçosos em cima de mim. Mas por enquanto eu não estava afim de outro homem, não sou dessas que têm dois ou até mais relacionamentos ao mesmo tempo, e no momento o meu caso era com o Dr. Cleber, só com ele.
Uma semana depois recebi uma ligação do doutor.
– Lúcia, vou ter uma reunião na minha com uns amigos médicos e queria que você viesse para mostrar o seu narizinho. Vamos fazer uma apresentação especial, você topa? – ele perguntou.
– Claro, doutor! Quando vai ser? – perguntei.
– Nesta sexta-feira à noite. Depois de amanhã – ele respondeu.
Ele me deu o endereço e disse que eu devia chegar bem antes dos convidados para me preparar para a apresentação, lá eles iam me maquiar e me vestir. Eu estava tão feliz com o meu novo nariz que faria tudo o que o Dr. Cléber pedisse. Fiquei ansiosa para a tal apresentação. Como é que seria?
Cheguei às seis e meia da tarde ao endereço que o doutor tinha me dado, um prédio chique nos Jardins. O apartamento Dr. Cleber era na cobertura, duplex ainda por cima, tinha até piscina. A empregada que me recebeu me levou até uma outra mulher chamada a Odete, que ia me preparar para a apresentação. Não entendi bem o que a tal Odete fazia na casa, achei que fosse uma espécie de governanta.
– Ah, você realmente é bem feminina – disse Odete ao me ver – Não vamos ter muito trabalho para preparar você.
Ela me levou a uma outra sala onde estavam dois rapazes gays, um era cabeleireiro e o outro, costureiro. Os dois me olharam de cima a baixo. Senti que uma das bichas, o cabeleireiro, não tinha gostado muito de mim, o costureiro me pareceu mais simpático.
– Mãos à obra, rapazes – disse Odete batendo palmas – Os convidados chegam às oito horas.
Daniel, o costureiro, tirou rapidamente minhas medidas e foi embora me deixando nas mãos do cabeleireiro, que se chamava Marquinhos e que também era maquiador e estilista. Ele me fez sentar numa cadeira e começou a me pentear com escovadas bastante doloridas. Depois pintou minhas unhas e maquiou. Quanto me olhei no espelho eu não acreditei. A bicha podia ser antipática, mas era um excelente profissional, eu tinha ficado simplesmente linda. Que diferença ser penteada e maquiada por um profissional!
O costureiro voltou trazendo a roupa que eu deveria usar na apresentação, já ajustada para o meu tamanho e altura. Fiquei surpresa quando vi a roupa.
– É uma fantasia de empregada doméstica? – exclamei.
– Foi o que o Dr. Cléber mandou você usar – disse Odete.
Era uma roupinha preta, com detalhes em renda branca, justa na parte de cima e com uma saia bem rodada, curtíssima, e um aventalzinho por cima. Achei aquilo um pouco humilhante, mas preferi entrar na brincadeira, afinal era o que o Dr. Cléber tinha escolhido para minha apresentação.

A transexual brasileira Letícia Crawford com fantasia de empregadinha.

– Agora tire toda sua roupa – ordenou Odete.
Fiquei nua em pêlo, até a calcinha me fizeram tirar. O costureiro e Odete começaram a me vestir rapidamente. Primeiro colocaram em mim um conjunto branco de calcinha fio dental e sutiã com enchimento. Depois veio um corset underbust para afinar mais minha cintura, e os dois juntos apertaram as cordinhas atrás de mim o máximo que podiam, a ponto de eu sentir falta de ar.  Do corset já saiam os elásticos para prender as meias 7/8 brancas tipo arrastão que colocaram em mim. Em seguida me fizeram entrar no vestidinho de empregada sexy. Olhei-me no espelho: realmente aquela roupinha ficava maravilhosa em mim. A saia rodada era tão curta que mal cobria minha bunda, e parte dos elásticos das ligas e toda a meia 7/8 ficavam à mostra. Comecei a gostar da brincadeira.
– Agora calce isso – disse Odete me entregando um par de sapatos de bico fino e salto agulha altíssimos, acho que de catorze centímetros.
– Ah, Odete, eu não vou conseguir andar com esses sapatos – disse eu – São muito altos...
– Calce os sapatos e não discuta. São ordens do Dr. Cleber – disse Odete ríspida.
– Mas eu não estou acostumada. Posso cair – reclamei.
– Você não quer ser mulher? Então se vira menina! – respondeu Odete rindo e deu um tapa na minha bunda.
Mocréia, pensei comigo. Sem opção, calcei os sapatos. Eles realmente ficavam lindos nos meus pés, o problema era parar em cima deles e, pior ainda, andar com eles. Fiquei em pé para treinar um pouco, fui de um lado para o outro do quarto me apoiando na parede, depois sem me apoiar. Eu até que conseguia andar sem cair, o problema era caminhar com elegância e naturalidade, coisa de que eu estava longe de conseguir, devia parecer ridícula em cima daqueles sapatos, me equilibrando a cada passo. Depois de alguns minutos caminhando para lá e para cá, meus pés começaram a doer e minhas pernas também.
– Muito bem! – disse Odete – Agora se prepare que os convidados já estão chegando.
A empregada do doutor apareceu trazendo uma bandeja com vários copos de bebida e pratinhos com tira-gostos. Ela me entregou a bandeja.
– Agora vá servir os convidados – ordenou Odete.
– Mas o que é isso? – disse surpresa.
– Faz parte da apresentação. Ordens do Dr. Cleber. Vá – disse Odete apontando a porta.
Eu podia ter me recusado a fazer aquilo, mas não queria decepcionar do Dr. Cleber que foi tão bom comigo. Depois eu estava tão linda naquele vestidinho, bem maquiada e penteada, que fiquei com vontade de exibir diante do doutor e seus convidados. Se não fossem aqueles sapatos tão altos, eu não reclamaria de nada.
Devagar consegui atravessar o corredor que conduzia até o salão onde estava o doutor e seus convidados. Além caminhar com os saltos altos, ainda tinha de equilibrar a bandeja. Dr. Cléber e outros três homens estavam sentados em volta de uma mesa com cartas de baralho nas mãos. Eu estava tão preocupada em não perder o equilíbrio que não prestei muita atenção neles até que cheguei bem perto com a bandeja.
– Ah, vejam – disse o Dr. Cléber ao me ver – esta é Lúcia, a transexual que eu operei. Aproxime-se, Lúcia, venha nos servir.
Os três outros homens, todos mais velhos que o Dr. Cléber, me examinaram de cima a baixo.
– Que beleza! – exclamou um dos homens.
– O que você fez nela, Cléber? – perguntou outro.
– Apenas o nariz, por enquanto – disse o doutor.
O homem se levantou e aproximou-se de mim para ver meu nariz mais de perto.
– Cléber – disse ele depois de observar atentamente meu nariz – Você está ficando bom nisso. Realmente ficou fantástico.
– Isso é só o começo – disse o Dr. Cléber – Quando eu terminar ela vai ficar uma mulher perfeita.
O homem voltou a se sentar. Eu me aproximei com a bandeja e comecei a servir os copos e whisky juntamente com um guardanapo, como me haviam instruído na cozinha. Enquanto servia senti algumas mãos apalpando minhas coxas, minha bunda e até meu pau, e não eram as mãos do Dr. Cléber. Achei melhor não falar nada, terminei de servir e voltei para a cozinha.
– Como foi? Deu tudo certo? – perguntou Odete assim que entrei na cozinha.
– Acho que sim! Pelo menos ninguém reclamou. Os convidados passaram a mão na minha bunda – contei.
– E aposto que você gostou – disse Odete.
Preferi não responder nada. “Ah, odeio essa mulher!”, pensei comigo.
– Você não tem um sapato mais baixo para eu usar – perguntei.
– Não, vai ter de ficar esses mesmos – respondeu Odete ríspida.
Fiquei esperando na cozinha até que me chamassem para servir outra rodada de bebidas. Lá fui eu novamente equilibrando a bandeja e me equilibrando em cima dos saltos. Foi tudo bem até o final do corredor, a parede ao meu lado me dava segurança, mesmo que não tocasse nela. Mas quando cheguei na amplidão da sala aconteceu o desastre, o salto agulha de um dos sapatos se inclinou para o lado quando pisei, tentei me equilibrar mas não consegui, e fomos eu e a bandeja para o chão. Doutor Cleber e os seus convidados vieram me ajudar. Odete e a empregada também apareceram para recolher os copos e enxugar o carpete.
– Me desculpe, Dr. Cleber! – disse eu assim que consegui ficar de novo em pé. – É que eu não estou acostumada com saltos tão altos.
– Depois nós conversamos, Lúcia – disse o doutor sério.
– Ah, não fique bravo com ela, Cleber! – disse um dos convidados – Ela é tão bonitinha!
Linda transexual desconhecida vestindo fantasia de empregadinha. 

Voltei para a cozinha. Lá me deram outra bandeja para eu servir. Senti vontade de jogar tudo para o alto e ir embora, mas novamente não tive coragem de fazer aquilo com o Dr. Cleber. Na segunda vez não aconteceu nenhum acidente, procurei andar mais devagar, sentindo o chão debaixo dos saltos a cada passo, sem me afobar.  Houve ainda uma terceira rodada de bebidas em que tudo ocorreu sem acidentes, a não ser um beliscão que deram na minha bunda. Enfim os convidados se despediram e foram embora. Odete me disse que o doutor queria falar comigo no escritório. Eu estava louca afrouxar o corset e descalçar aqueles sapatos, mas tive de ir daquele jeito mesmo. O doutor me esperava sentado num grande sofá de couro e tinha cara de poucos amigos.
– Lúcia, foi vergonhoso o que você fez! Cair no chão com a bandeja e tudo! – disse o doutor assim que me aproximei.
– É que não estou acostumada com saltos tão altos. Eu disse para Odete – respondi para me justificar.
– É obrigação de uma transexual saber andar de salto. Não queira jogar a culpa em Odete – disse ele ríspido.
– Bom, é que eu não tenho muita experiência ainda... – tentei ainda falar.
– Você precisa ser punida! – disse o doutor me interrompendo – Venha cá.
Dr. Cleber me colocou deitada no colo dele com a bunda para cima, levantou minha saia e começou a dar palmadas doloridas na minha bunda.
– Isso vai ensinar você a ser mais cuidadosa – disse ele.
– Ai, doutor! – disse eu exagerando.
Apesar de não me sentir culpada, logo entrei no jogo e achei que eu realmente merecia ser punida. Minha bunda ardia e eu dava um gritinho cada vez que recebia uma nova palmada. De repente as palpadas cessaram e as mãos do doutor começaram a alisar minha bunda.
– Que bumbum lindo você tem, Lúcia – ele disse – Dá vontade de fazer outra coisa com você.
Senti os lábios do doutor dando beijos na minha bunda. Depois ele se levantou e me colocou de bruços no sofá. O doutor abaixou minha calcinha fio-dental até a altura joelhos. Senti novamente os lábios do doutor beijando a minha bunda, em seguida ele abriu minha nádegas com as mãos e sua a língua alcançou meu cu. Ai, meu Deus, que delícia! Era a primeira vez que alguém lambia meu cu, nunca senti um sensação tão gostosa na vida, até esqueci das minhas nádegas ardendo das palmadas. Fiquei louca de tesão, o pau duro como uma barra de ferro. Eu queria que aquilo nunca terminasse, que o doutor continuasse lambendo e beijando meu cu para sempre. Mas depois de um tempo ele parou de me lamber, e ao invés da língua senti o pau dele duríssimo abrindo caminho por entre as nádegas e depois forçando a entrada no meu cu. Arrebitei o bumbum para facilitar a penetração, e o doutor foi entrando em mim, devagar, com idas e vindas, carinhosamente, mas com determinação, até me penetrar por inteira. Sempre doía um pouco no começo, mas depois melhorava, e não me importava que doesse, estava tão louca de tesão que queria o pau dele todo dentro de mim.
*     *     *
Voltei para a cozinha ainda com a roupa de empregadinha e os saltos altos. Minha bunda e meu cu ainda ardiam, a bunda das palmadas e o cu do sexo. Mas estava sorrindo de felicidade quando cheguei. Odete me levou para um quarto onde ela e a empregada ajudaram a me despir. Senti um grande alívio quando afrouxaram as cordinhas do corset. Ele realmente ele deixava minha cintura maravilhosa, mas era uma verdadeira tortura ficar com aquilo me apertando por horas a fio.
– Agora vá tomar banho e se vista para dormir. A roupa está no banheiro – ordenou Odete.
– Onde eu vou dormir? – perguntei.
– Com o Dr. Cleber, é claro! Você é a namoradinha dele, não é? – ela disse.
– Bom, acho que sou... – respondi sem jeito.
Depois do banho vi as roupas que separaram para mim: uma camisola curtinha, bem transparente, azul clara com detalhes em renda, e uma tanga fio dental com lacinhos do lado  no mesmo tecido. Vesti camisola e fui me olhar no espelho: um tesão! E não era tudo, havia ainda um pegnoir que ia até meus pés e fazia conjunto com a camisola, com lindos babados nas mangas e na barra, e um par de chinelos de pelúcia, super macios e sem salto. Fui me olhar novamente no espelho com o pegnoir longo: elegante!
– Vamos, Lúcia – ouvi a voz de Odete atrás a porta do banheiro – Dr. Cleber está esperando.
Quando entrei no quarto apenas um abajur estava aceso, Dr. Cleber parecia estar dormindo num dos lados da enorme cama de casal. Procurei não fazer barulho, tirei o pegnoir, os chinelos e me deitei suavemente no meu lado da cama. Os lençóis eram tão macios e tudo cheirava tão bem. Apaguei o abajur e me aconcheguei naquele travesseiro delicioso, pronta para dormir depois de uma noite tão cansativa. Fiquei quietinha esperando o sono chegar, gozando a maciez da cama e dos lençóis. Dr. Cleber se virou na cama e o corpo dele ficou bem junto às minhas costas, de conchinha. Senti o braço dele enlaçar a minha cintura e respiração dele na minha nunca. Eu já tinha feito sexo com vários homens, mas esta era a primeira vez que eu dormia com um homem. Senti um aconchego delicioso no calor dos nossos corpos bem juntinhos. Dormi como um anjo.
*     *     *
A bela transexual americana Kelli Lox.

No dia seguinte acordei pontualmente às oito da manhã, que era o horário que meu despertador tocava quando tinha de trabalhar, e mesmo nos fins de semana quando podia dormir até mais tarde um despertador biológico me fazia acordar pontualmente às oito da manhã. Dr. Cléber estava ainda profundamente adormecido ao meu lado. Levantei-me da cama suavemente para não acordar o doutor. Estava morrendo de vontade de fazer xixi. Como sempre, me sentei no vaso para urinar, há muito tempo que não urinava mais em pé como o homem. Ouvi que já havia movimento no apartamento, vesti meu pegnoir e saí do quarto. Na sala a empregada terminava a arrumação.
– Bom dia! – disse eu.
– Bom dia! – ela respondeu, e depois disse – Vou avisar Dona Odete que você levantou – e sumiu rapidamente antes de eu poder dizer qualquer coisa.
Odete logo apareceu sorridente.
– Bom dia, Lucia! Dormiu bem? Vamos servir seu café na varanda, no andar de cima – disse ela.
Odete me guiou até a varanda, que ficava no andar de cima da cobertura, ao lado da piscina.
– Dr. Cleber não vem tomar o café da manhã? – perguntei.
– Agora, não. O doutor gosta de dormir até mais tarde nos finais de semana – respondeu Odete.
A empregada apareceu com uma bandeja com sucos e frutas, depois ela voltaria mais uma vez com o café o leite e um monte de coisas gostosas. Eu me sentia uma rainha, com meu pegnoir longo, tomando o café da manhã ao lado da piscina.
– Já posso ir embora para minha casa, Odete?  – perguntei para Odete depois de terminar meu café.
– Tem alguma coisa urgente para fazer, Lucia? – perguntou Odete.
– Não, mas é que ... – tentei responder alguma coisa.
– É melhor esperar o Dr. Cleber se levantar. Quem sabe ele ainda queira fazer mais alguma coisa com você – disse ela com um sorriso.
– Bom, então... – tive de concordar, a palavra do Dr. Cleber ali era uma lei.
– Por que você não fica na piscina? Nós temos vários biquínis aqui, na certa um vai ficar bom em você. Venha provar – disse ela.

Outra beldade, a trans brasileira Flávia Staut.

Escolhi um biquíni azul marinho ficou maravilhoso no meu corpo. A calcinha era fio-dental, mas a parte da frente um pouco maior para acomodar meu pau. O top era um falso cortininha, dois triângulos com um enchimento discreto por dentro. Deitei-me numa chaise ao lado da piscina e fiquei tomando sol, de frente e de costas. Morria de vontade de ter de novo aquelas marquinhas do biquíni no meu corpo, mas na quitinete onde eu morava quase não batia sol.
Lá pelas onze da manhã o Dr. Cleber veio se sentar perto de mim ao lado da piscina com um copo de laranjada na mão.
– Bom dia, Lúcia! Aproveitando para pegar uma corzinha? – disse ele.
 – Ah, bom dia, doutor! Fazia tempo que eu não tomava sol – respondi deitada de bruços só levantado a cabeça.
– Esse biquíni fica lindo em você – disse ele.
– Obrigada!– respondi.
– Gostou de ser minha empregadinha? – ele perguntou.
– Ah, no começo achei um pouco humilhante, mas depois gostei. Se não fosse aqueles sapatos tão altos que a Odete me fez usar... – respondi.
– Você precisa se acostumar a andar de salto alto. Toda mulher deve saber andar de saldo – ele disse.
– Eu sei – respondi.
– E no mais, você gostou? – ele perguntou.
– Ah, gostei. Os seus amigos passaram a mão da minha bunda, um monte de vezes! – disse em tom de queixa.
– Eles dizem que são heterossexuais, mas não podem ver uma trans com uma bunda empinada que vão logo botando a mão – disse ele sorrindo, depois completou: – Você estava realmente linda naquele vestidinho.
– Obrigada – respondi também sorrindo.
– Não se importa de ser minha empregadinha outras vezes? – ele perguntou.
– Não! Foi tão bom. Até das palmadas na bunda eu gostei... E depois então, foi ótimo – respondi rindo.
– Então vamos fazer isso outras vezes – ele disse.
O doutor levantou-se de onde estava e veio até mim.
– Deixa eu passar bronzeador em você, senão você vai estragar sua pele – ele disse.
Senti a loção cremosa sendo derramada nas minhas costas e depois as mãos macias do doutor espalhando tudo pelos meus ombros, nuca e costas, me massageando. Depois ele derramou mais um pouco de loção nas minhas nádegas e começou a espalhar, massageando a minha bunda e as minhas coxas. Não precisa dizer que eu logo fiquei de pau duro, e percebi pelo volume dentro da sunga do doutor que ele também estava de pau duro.
– Que bunda você tem, Lúcia! Que bunda! – disse ele.
 Então ele começou a abaixar a minha tanga até tirá-la completamente por meus pés. Fechei os olhos. Senti as mãos do doutor novamente na minha bunda, entre as minhas nádegas, até que um dele penetrou meu cu e começou a ir e vir dentro de mim.
– Ai, doutor – foi tudo o que consegui dizer.
 Depois de um tempo assim, ele retirou o dedo do meu cu e senti que ele se deitava sobre mim. Ao invés do dedo era algo bem maior, o pau do doutor que forçava a entrada do meu cu.
– Ah, doutor, aqui não? Alguém pode ver! – eu disse pensando na empregada e na Odete.
– Não tem importância. Estamos em casa – respondeu o doutor.
 O pau do Dr. Cleber era do tamanho ideal, nem muito pequeno nem muito grande e pelo menos para o meu cu era perfeito. Como sempre empinei o bumbum para facilitar a penetração e ele lentamente começou a entrar em mim.
*     *     *
Uma imagem romântica com a transexual Kim.

O doutor pediu para que eu ficasse para o almoço. Almoçamos juntos na varanda, com eu ainda vestindo o biquíni. Conversamos e namoramos até o meio da tarde. No começo da noite um motorista veio me trazer de volta ao Copan. Ai, como era bom ter um namorado rico, estava me sentindo uma princesa! Na verdade não sabia exatamente o que sentia pelo Dr. Cleber. Sentia-me bem quando estava com ele, mas dava para sentir que não era nada de sério, que eu era apenas um brinquedinho nas mãos dele, um objeto de prazer. Não estou reclamando: eu bem que gostava de ser objeto de prazer. Na certa o Dr. Cleber devia ter outros casos, quem sabe com belas mulheres, quem sabe com outras transexuais. Eu era apenas mais uma na lista dele, no momento talvez a favorita, ou pelo menos uma das favoritas, e isso para mim  já bastava.
*     *     *
Passei o domingo preocupada. Na segunda acabavam minhas férias e tinha de voltar ao trabalho. Já havia inventando uma história para contar caso alguém perguntasse sobre meu novo nariz. Ia dizer que fiz uma operação para corrigir um desvio de septo e o nariz tinha mudado um pouco. Na certa ninguém ia acreditar, mas não me importava.
Era sofrimento para mim era ter de vestir roupas de homem novamente depois de um mês só me vestindo de mulher. Separei a calça jeans, camiseta e blusão para ir trabalhar na segunda-feira e também um conjunto de calcinha e sutiã para usar por baixo.
A segunda-feira caiu num dezesseis de agosto, lembro da data até hoje. Sempre me imaginei fazendo aquilo, mas nunca pensei que tivesse coragem. Acho que meu novo nariz ajudou um pouco na decisão. Já estava cansada de viver duas vidas, uma como Marcelo e outra como Lúcia: aquilo estava ficando insuportável para mim.  Saí de casa, tomei o metrô e cheguei ao trabalho pontualmente como sempre. Passei pela portaria com meu crachá com o nome e fotografia Marcelo e senti olhares surpresos sobre mim. Na certa me reconheceram, senão não me deixariam entrar. Devia realmente ser estranho ver alguém que há um ano chegava para trabalhar vestido de homem de repente aparecer vestido de mulher. Saí do elevador e atravessei na grande sala da minha seção procurando não olhar para os lados até chegar a minha mesa. Felizmente havia um monte de serviço esperando por mim na volta das férias. Procurei me concentrar no que fazia para escapar um pouco da tensão. Era um trabalho monótono e repetitivo, mas que exigia uma boa dose de atenção para evitar erros. Meu chefe já tinha me elogiado várias vezes por minha eficiência e rapidez. Realmente eu procurava ser uma espécie de funcionário exemplar: não faltava, não chegava atrasado, fazia tudo com rapidez, quase sem erros e sem reclamar de nada. Deve ter sido uma grande surpresa para todos me ver chegar vestido de mulher. Alguns devem até ter pensado: eu sempre desconfiei que esse sujeito era gay. Eu devia ser o assunto mais comentado nas rodinhas do café da seção. Resolvi ficar sentada o máximo possível, concentrada no trabalho, e só me levantar para ir embora. Já tinha feito alguns testes antes, e era perfeitamente possível aguentar as seis horas do expediente sem ir ao banheiro, desde que não tomasse muitos líquidos. O banheiro realmente era grande um problema. E se eu realmente precisasse, se me desse uma dor de barriga? Qual banheiro escolher, o dos homens ou o das mulheres? Melhor não pensar nisso, senão era capaz de me dar vontade.
Depois de algumas horas meu chefe veio até mim. Perguntou como eu tinha ido de férias, sem dúvida apenas para quebrar o gelo. Depois pediu que eu comparecesse a um departamento em um outro andar do prédio, porque queriam falar comigo. Pronto, vou ser despedida, pensei. E agora, como vou fazer para pagar minhas contas? Vou ter de procurar outro emprego certamente. Mas como, vestido de homem ou de mulher? Fui até o tal departamento que tinham me indicado e fiquei esperando numa sala para ser atendida. Aqueles minutos pareceram horas, um frio cortava meu estômago. Mesmo assim tive forças para abrir a bolsa e pegar o estojo para retocar minha maquiagem. Como uma condenada à morte aguardei que amarrassem a corda no meu pescoço e abrissem o alçapão debaixo dos meus pés ou, melhor ainda, que deixassem cair a lâmina da guilhotina sobre meu pescoço.

FIM da (parte 1)

A história continua em “A Transição (parte 2)”


Jovem transexual fazendo compras no supermercado.