quarta-feira, 11 de novembro de 2020

ROTEIRO - Continuação do cartoon 18

 


Personagens:

- Sidney – rapazinho de quinze ou dezesseis anos.

- Gustavo – rapaz um pouco mais velho, de dezoito ou vinte anos.

 

CENA 1 – (INTERIOR, DIA) QUARTO DE SIDNEY.

 

GUSTAVO – (dando uma forte palmada na bunda de Sidney) Vou te ensinar a nunca mais se vestir de mulher.

SIDNEY – Ai.

GUSTAVO – (dando uma nova palmada na bunda de Sidney) É isso o que você quer ser, primo. Um viadinho.

SIDNEY – Ai. Eu não sou viado.

GUSTAVO – (mais uma palmada) Ah, não é. Eu te peguei vestido de mulher, não foi? Por que estava fazendo isso?

SIDNEY – Ah, sei lá. Eu gosto.

GUSTAVO –Ah, gosta porque é viado (dá mais uma palmada).

SIDNEY – Ai.

GUSTAVO – Vai ver que já deu a bunda, né? (dá outra palmada)

SIDNEY – Não. Nunca dei. Juro.

GUSTAVO – Nem enfiou nenhuma coisa.

SIDNEY – De vez em quando eu enfio o dedo. Só isso.

GUSTAVO – Ah, então você sente vontade de dar, né, sua putinha? (dá outra palmada)

SIDNEY – Ai.

GUSTAVO – (mudando de tom) Sabe, priminho, você tem uma bunda bem bonita. (começa a alisar a bunda de Sidney) Carnuda. Empinada.

SIDNEY – Para com isso, Gustavo!

GUSTAVO – (falando com tesão) É, acho que você ia gostar de dar a bunda. Não, Sidney.

SIDNEY – Não.

GUSTAVO – (irônico) Você não quer ser mulher? Então tem que levar vara também.

SIDNEY – Ah, não sei.

GUSTAVO – Você não quer dar essa bunda gostosa para mim, Sidney?

SIDNEY – Não. Não quero.

GUSTAVO – (dando uma forte palmada no traseiro de Sidney) Dá a bunda para mim, putinha.

SIDNEY – (após um grito) Não.

GUSTAVO – (dando uma forte palmada no traseiro de Sidney) Dá a bunda para mim, putinha.

SIDNEY – (após um grito) Não.

GUSTAVO – (dando uma forte palmada no traseiro de Sidney) Dá a bunda para mim, putinha.

SIDNEY – (após um grito) Ai, está bom. Não bate mais. Eu dou.

GUSTAVO – (satisfeito) Ah, é assim que se faz, menina. (levanta-se e fazendo Sidney levantar-se com ele) Vamos lá para a cama. Só tira só a calcinha, o resto deixa. Eu quero comer você assim, vestidinho de mulher.

SIDNEY – Ai, Sidney, não.

GUSTAVO –Vamos lá, viadinho. (empurra Sidney para a cama) Agora fica ai deitado de bruços.

SIDNEY – Estou com medo. (ele se deita de bruços na cama) Eu nunca enfiei nada muito grande, do tamanho de um pau.

GUSTAVO – Calma, menina. Vai doer um pouco no começo, mas depois você vai gostar.

SIDNEY – Ai. Está bem

GUSTAVO – (passando cuspe no pau para lubrificar) Vou passar bastante cuspe no pau para lubrificar. E você também passa seu cu .

SIDNEY – (lubrificando o cu com saliva) Não vai doer muito?

GUSTAVO – Pode deixar, eu vou por devagar. Vou cuidar bem do seu cuzinho, menina.

 

Gustavo já com o pau bem duro deita-se em cima de Sidney e com uma das mãos ajeita o pau na entrada do cu de Sidney.

 

SIDNEY – (com expressão de dor) Ai.

GUSTAVO – Está doendo, menina.

SIDNEY – Está.

GUSTAVO – Deixa eu tirar um pouco. (ele retira a parte do pênis que estava dentro de Siney). Seu cu é bem apertadinho.

SIDNEY – (respirando aliviada) Espera um pouco. Depois você põe de novo.

 

Os dois aguardam por alguns instantes.

 

GUSTAVO – Você fica uma delícia vestido desse jeito, Sidney.

SIDNEY – Obrigado.

GUSTAVO – (aproximando novamente o pênis da bunda de Sidney) Posso por de novo, menina?

SIDNEY – Pode. Mas devagar.

GUSTAVO – Pode deixar.

 

Gustavo novamente introduz o pênis no anus de Gilberto.

 

SIDNEY – (geme) Ai.

GUSTAVO – Ainda está doendo, menina?

SIDNEY – Está, mas dá para aguentar. Pode deixar ele ficar.

 

Sidney começa a movimentar o quadril, fazendo seu pênis ir e vir dentro de Sidney.

 

GUSTAVO – Sabe, Sidney, eu não sou viado, não? Meu negócio é mulher. Mas é uma delícia comer você assim vestido assim. Vou querer fazer isso mais vezes, gostosa.

SIDNEY – Ai, me come! Me come mesmo!

 

A câmera passeia pelos corpos dos dois, ao som de gemidos e ruídos do sexo.

 

CORTE

 

FIM 

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

ROTEIRO: Continuação do cartoon 16

 

O QUE ACONTECEU DEPOIS?

Roteiro de LUCIA MILLET 



CENA 1 – (INTERIOR, DIA) QUARTO DO MOTEL.
 
ANY – (olhando para o pau de Juarez após ele abaixar baixar a calça) Nossa, que pau grande!
 
JUAREZ – (sorrindo) Ficou com medinho, menina?
 
ANY – Não, é que eu não estou acostumada...
 
JUAREZ – Não vai me dizer que ainda é virgem?
 
ANY – Não. Eu já dei. Mas foram só duas vezes. E nenhum tinha um pau desse tamanho.
 
JUAREZ – Pode deixar, eu ponho devagar, vou ser carinhoso com você. (carinhoso) Você tem uma bundinha linda, Any. Bem empinada.
 
ANY – (meio sem-jeito) Obrigada, Juarez.
 
JUAREZ – (aproximando-se de Any) Vamos para a cama (e começa a beijá-la).
 
ANY – (entre os beijos) Ah, vamos... Deixa eu colocar um plug antes, assim fica mais fácil.
 
JUAREZ – (sussurando apaixonado) Faça do jeito que você quiser, amor.
 
ANY – (afastando-se dele) Espera aqui. Eu vou ao banheiro um pouco.
 
JUAREZ – (sorrindo malicioso) Eu espero.
 
Any pega a bolsa e vai para o banheiro. Juarez a acompanha com os olhos.
 
CORTE

 
 
CENA 2 – (INTERIOR, DIA) BANHEIRO DO MOTEL.
 
Mostra Any no banheiro. Ela tira um plug anal da bolsa e o introduz no cu, sem tirar a calcinha fio-dental, apenas afastando para o lado a parte que estava enfiada em seu rego. Depois de inserir o plug ela recoloca a calcinha no lugar. Any se aproxima do espelho, tira da bolsa o pó-compacto e um batom e começa a retocar a maquiagem.
 
CORTE
 
 
CENA 3 – (INTERIOR, DIA) QUARTO DO MOTEL.
 
Any sai do banheiro. Juarez está sentando na beira da cama, vestindo apenas cueca.
 
JUAREZ – (voltando a cabeça em direção a Any) Você demorou.
 
ANY – (sem jeito) Ah, aproveitei para retocar a maquiagem (sorri). Coisas de mulher.
 
JUAREZ – Você está linda, Any.
 
ANY – Obrigada.
 
JUAREZ – Sabe, eu sou vidrado em crossdressers e transexuais. Sei lá, gosto mais delas do que das mulheres biológicas. (pausa) E você está um tesãozinho, Any.
 
Juarez se levanta da cama e aproxima-se de Any. Eles se abraçam e se beijam. Um beijo profundo, demorado.
 
CLOSE
Mãos de Juarez acariciando as nádegas de Any.
 
JUAREZ – (entre os beijos com Any) Vamos para a cama, amor.
 
ANY – Vamos.
 
Eles vão para a cama redonda, circundada de espelhos.
 
ANY – Você quer que eu chupe seu pau, Juarez?
 
JUAREZ – Ah, se você quiser, eu vou adorar.
 
ANY – Eu chupo.
 
Any fica de joelhos, baixa a cueca de Juarez, tira o pau dele para fora e sem hesitar coloca-o na boca e começa a chupar, compenetrada, movimentando a cabeça, colocando e retirando o pau da boca várias vezes. Juarez geme de prazer. A ação dura algum tempo.
 
CLOSES de Any chupando e de Juarez com expressão de prazer.
 
Juarez tira seu pau da boca de Any, que olha para cima em direção a Juarez.
 
JUAREZ – Para, Any, senão eu vou gozar. Você chupa muito gostoso, mas não quero comer essa sua bundinha linda. Você dá para mim?
 
ANY – (levantando-se) Ah, eu dou. Mas põe devagar, tá? Seu pau é bem grande.
 
JUAREZ – Pode deixar. Você não vai sofrer nada. Eu vou comer você bem gostoso. Deixa eu tirar a sua calcinha (ele tira a calcinha de Any e então podemos ver o pau dela também duro e é bem menor do que o de Juarez) Deita ali de bruços que eu vou por a camisinha.
 
Any deita-se de bruços enquanto Juarez rapidamente coloca a camisinha. Ela retira o plug anal de seu anus. Pouco depois Juarez se aproxima dela pelas costas, já com a camisinha no pau.
 
JUAREZ – Ah, que bunda linda você tem, Any.
 
ANY – Obrigada.
 
CLOSE
O pau de Juarez se aproxima da bunda de Any e entra entre as nádegas dela. Começa a penetrá-la lentamente.
 
CLOSE
Expressão de dor no rosto de Any.
 
ANY – (gemendo) Ai.
 
JUAREZ – Está doendo? Quer que eu tire?
 
ANY – Tira. Tira um pouquinho. Depois você põe de novo.
 
Juarez retira a parte do seu pau que estava dentro do cu de Any. Ela respira aliviada.
 
ANY – Espera um pouco.
 
JUAREZ – Você não está pensando em desistir?
 
ANY – Não. Estou louca de vontade de dar. Só espera um pouco. (um tempo de espera, depois Any pede) Pode por de novo, Juarez. Devagar.
 
JUAREZ – Pode deixar, amor.
 
CLOSE
 
O pênis de Juarez começa a penetrar novamente Any.
 
CLOSE
 
Na expressão de dor no rosto de Any.
 
ANY – (gemendo) Ai.
 
JUAREZ – Está doendo.
 
ANY – Está, mas dá para aguentar. Não tira ele não.  (arqueja) Pode por mais.
 
Juarez introduz mais de seu pênis no anus de Any. Depois começa a bombá-la, movimentando os quadris, fazendo seu pênis ir e vir dentro de Any, primeiro lentamente, depois cada vez mais rápido.
 
CLOSE
Expressão prazer e gemidos de Juarez
Expressão de dor misturada com prazer no rosto de Any.
 
A ação se prolonga por algum tempo. Tomadas dos dois transando em várias posições, intercaladas com CLOSES dos dois mostrando com expressões de prazer. Falam frases desconexas de cunho sexual. Gemem.
 
CORTE FINAL.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Conto: MICHELLE NA CIDADE GRANDE


Este conto é continuação de outro conto
que escrevi, Vovó Esmeralda.
Lucia Millet


A travesti Lana Almeida, de Palmas-TO, ainda bem jovem.
 

Senti um frio na barriga quando desci do ônibus me vi ali sozinha na rodoviária do Tietê, em São Paulo, com minha mala de rodinhas e a sacola que levava a tiracolo, ali estava tudo o que eu possuía. Nunca tinha estado em São Paulo, uma cidade enorme. Não conhecia nada, dependia das indicações que me deram para chegar na pensão da travesti Luana. Comprei o bilhete do Metrô e tomei o trem da Linha Azul em direção ao Jabaquara, mas desci na Estação Sé, então peguei o metrô da Linha Vermelha sentido Guaianases, mas saltei logo depois na Estação Brás. Daí eu precisava caminhar até a Avenida Celso Garcia em direção ao Centro para chegar à pensão de Luana. Eu me atrapalhei um pouco no caminho, tive de parar para pedir informações, mas por fim acabei chegando naquela viela com vários sobrados decadentes, roupas penduradas nas janelas, cada um deles dividido por várias famílias, até chegar na pensão de Luana, onde só moravam travestis.

– Ah, você é a Michelle. Ai como você é novinha. Uma gracinha. Estou vendo que não vão faltar clientes para você – disse Luana me conduzindo para o interior do imóvel e fez questão de puxar a minha mala.

Luana já devia ter mais de quarenta anos, talvez até fosse passável quando era mais nova, mas agora estava um lixo. Ela tinha silicone nos peitos, quadriz, bunda e lábios, tudo muito mal feito. Foi simpática comigo.

– Olha, a vaga que eu tenho é essa. Aqui em cima – disse ela apontando a parte de cima de um dos beliches. – São quatro meninas neste quarto, todas legais. Você vai gostar delas.

Logo uma das moradoras do quarto apareceu. Luana me apresentou para Amanda, uma travesti negra de mais de um metro e oitenta de altura.

– Michelle vai ser companheira de quarto de vocês – disse Luana a ela.

– Ah, que bom. Estou cansada de ver as mesmas caras todos os dias – respondeu Amanda. – Mas você é tão novinha, não vai me dizer que é menor.

– É, tem dezesseis anos – disse Luana. – Mas não é para espalhar por aí. Senão dá rolo, você sabe? Para todos os efeitos ela tem dezoito aninhos.

– Seja bem vinda, Michelle – disse Amanda me dando um beijinho no rosto e se foi.

– Então, Michelle, como eu disse. No começo você não precisa me pagar nada. Já fiz isso para muitas meninas. Mas aí quando você começar a fazer programas e o dinheiro entrar, você vai me pagando os atrasados junto com o aluguel do mês.

– Para mim está bom – respondi.


A travesti Lana Almeida ainda bem jovem



Ajeitei minhas coisas o melhor que pude na prateleira perto da cama que disseram que era para mim. Tomei o banho e pus uma roupinha de ficar em casa, um shortinho de malha e uma blusinha de alça. Mais tarde conheci as duas outras moradoras do meu quarto, Penélope e Jéssica, duas travestis experientes. Penélope já tinha até morado na Itália – foi deportada.

Desde o começo simpatizei mais com a negra Amanda, que dormia no mesmo beliche que eu, ela na parte de baixo, eu na parte de cima. E não sei por quê Amanda resolveu adotar aquela travestizinha magrela que tinha chegado do interior para fazer programas em São Paulo. Sei lá, talvez tivesse simplesmente tivesse gostado de mim. Acabamos ficando amigas.

– Você já está tomando hormônios, Michelle? – perguntou-me Amanda.

– Não, nunca tomei – respondi.

– Então eu vou dar uns aqui para você começar – disse ela entregando-me alguns envelopes com comprimidos. – Estes aqui você toma todo dia. Este aqui você toma só uma vez por semana. Tem que comprar Perlutam para tomar a cada quinze dias. É uma injeção, se quiser eu aplico em você. E bom começar quando a gente é novinha como você. Eu comecei tarde. – Ela disse e abriu um grande sorriso.

Contei para Amanda dos programas que fazia no interior com a ajuda da minha avó. Eu era ainda bem inexperiente, não sabia como era a vida das travestis em São Paulo. Amanda me deu as dicas de como me virar por ali, falou das drogas, dos perigos, clientes, das outras travestis. Ela também me ensinou todo aquele vocabulário que as travestis usavam nas conversas entre elas, fui aprendendo aos poucos: pau era neca, homem, bofe; amapoá, mulher; aqué, dinheiro; barbie, bicha malhada; maricona, a bicha de meia-idade que procurava as travestis; o bofe, homem ativo; gravação, sexo oral; cheque, coco; fazer, transar; odara, homem bonito; alibã, polícia; e muitas outras coisas...

– Eu sou assim, Michelle. Eu faço meu trabalho direito, os clientes me pagam, e está tudo certo. Agora tem travesti que rouba, que apronta com os clientes. Tem as drogadas que fazem qualquer coisa para cheirar uma carreira ou comprar mais uma pedra. Tem de tudo – ela fez uma pausa e depois prosseguiu – Olha, Michelle, a vida da travesti não é fácil. Já perdi algumas amigas assassinadas. É preciso tomar cuidado com tudo, com os clientes, com a polícia, com as outras travestis... Eu estou há dez anos nessa vida, você não imagina o que eu já vi. Dá para ganhar um bom dinheiro, mas também tem que engolir muitos sapos, uns clientes horríveis, sujos. Mas também não era só desgraça, às vezes aparece um gato, daquelas para quem você daria de graça, e ganhando ainda, é muito melhor.

Ela falou para mim do silicone. Amanda tinha silicone nos peitos e no quadril.

– No bumbum eu não precisei – disse ela sorrindo, – sempre tive o bumbum empinado. Coisas da raça. Se você quiser, eu indico uma travesti que faz a aplicação. É auxiliar de enfermagem, entende do babado. Silicone industrial ou Metacril contrabandeado do Paraguai. É uma loteria, você sabe, muitas travestis aplicaram e nunca tiveram nada. Outras tiveram complicações e até morreram. E custa caro, principalmente se for Metracril. Mas você que é novinha e bonitinha, não precisa se preocupar com isso agora. Vai ter muito cliente interessado em você. É bom juntar dinheiro para fazer alguma coisa que preste... Nos peitos é melhor colocar próteses...



Lana Almeida jovem.


- Você tem uma faca? – Amanda me perguntou.

- Não? Por quê?

- Toda bicha que faz programa tem que ter uma faca – disse Amanda num tom mais baixo, apesar de não haver ninguém para escutar no quarto além de nos duas sentadas na parte de baixo do beliche. – Olha – disse Amanda –, eu tenho uma faca aqui que não uso mais. Pode ficar com ela para você. – Ela se levantou e foi até seu armário e começou a revirar uma gaveta.

- Para que a faca? – perguntei novamente.

- Um monte de situações – disse Amanda ainda revirando a gaveta. – Um cliente pode ficar violento e querer fazer alguma coisa com você e até numa briga com outra travesti – ela completou e finalmente encontrou a tal faca e trouxe para mim. – Ela tem uma bainha para não machucar você. É bem afiada – e ela tirou a faca de dentro da bainha. – Ela corta, mas também dá para espetar assim. Se um dia você precisar é bom ela estar à mão – completou Amanda colocando a faca de volta na bainha e a entregando para mim.

 

A travesti Lana Almeida jovem.



No dia seguinte fui fazer o primero programa. Fiquei um pouco ansiosa, era primeira vez que saia na rua usando roupas de mulher. A negra Amanda com mais de um metro e oitenta de altura caminhando ao meu lado me dava segurança. Para o primeiro dia escolhi um modelito simples: blusinha cor-de-rosa curta, para exibir minha barriguinha sarada, com sutiã de bojo por baixo, para fazer um volume, mas sem exagero; saia branca de malha, bem curta e justa, que deixava entrever a tanga fio-dental vermelha que usava por baixo. Completava meu visual com sandálias prata de salto anabela, maquiagem caprichada e uma bolsinha pequena para carregar camisinhas e lubrificante, e para guardar o dinheiro quando o bofe me pagasse.

- Você que é traveca nova na zona, um conselho – disse-me Amanda. – Faz o bofe pagar adiantado.

Eu precisava conseguir uns bons programas para pagar o aluguel da Luana e ainda juntar dinheiro para fazer meu corpo. Não queria nada exagerado, apenas e próteses de silicone nos seios, tamanho P, injeções de silicone para dar mais volume nos quadris e só um pouquinho no meu bumbum, ele já tinha vindo empinado de fábrica.

- Olha, Michelle. O nosso pedaço vai daquele poste até aquela banca de jornal lá embaixo. Para lá ficam as mulheres, que têm os cafetões delas, e a gente não se mistura. Travas aqui, minas lá.

- Bonecas! – disse Amanda animada assim que chegamos onde já estavam outras travestis fazendo ponto. – Está aqui é a Michelle. Ela está morando lá na Luana também. Vai trabalhar aqui com a gente.

Ela me apresentou para as travestis que me olharam com um misto de curiosidade e desprezo. Eu era magra, não tinha peitos, meu bumbum até era empinado, mas nada perto dos que elas tinham. Devem ter pensado: “essa aí não via ser uma concorrente muito forte”.

Nosso ponto ficava numa rua mal iluminada onde não morava ninguém, havia apenas lojas e galpões que à noite ficavam fechados. Os clientes passam de carro lentamente, olhando para nós. Davam voltas e mais voltas pelo quarteirão antes de parar para falar com alguma das travestis. Aí combinavam o programa e iam para um motel que havia lá perto. Alguns queriam transar dentro do carro para não ter de pagar o motel, mas Amanda me aconselhou a não fazer isso.

- No motel estamos mais seguras – me disse Amanda. – Se acontecer alguma coisa tem gente por perto.

- Você acha que alguém vai querer sair comigo? – perguntei a Amanda assim que ficamos sozinhas. – Eu não tenho peitos nem quadril.

- Não se preocupe, Michelle – disse Amanda. – Sempre vai aparecer algum cara a fim de uma ninfetinha como você. E você é carne nova na zona, muita gente vai querer experimentar.


A travesti Lana Almeida já com silicone no bumbum e nos quadris (12 litros), mas ainda sem as próteses nos seios.


Várias travestis combinaram programas e embarcaram nos carros, inclusive Amanda. Algumas voltavam depois para ver se conseguiam mais programas. Eu fazia o que podia para me exibir, caminhava de um lado para outro rebolando, acenava para os carros que passavam, chamava, mas nada. Comecei a achar ninguém vai querer transar comigo. Também com todas aquelas travestis com peitos e bundas, quem ia se interessar por uma magrela como eu. Já estava ficando tarde e ia acabar voltando para a pensão sem fazer nem um programa sequer, sem ganhar nada. Foi quando parou um carrão preto e um cara me chamou. Olhei em volta para ter certeza de que era comigo mesma. Cheguei perto do carro e me debrucei na janela, como vi as outras travestis fazerem. Era um coroa de uns cinqüenta anos, bem simpático.

– Ei, belezinha! Qual é o seu nome? – ele perguntou.

– Michelle – respondi.

– Você é nova aqui?

– É meu primeiro dia. Cheguei faz pouco tempo do interior. Mas eu já fazia programas lá na minha cidade – completei para que ele não pensasse que eu era uma travesti inexperiente.

– Quantos aninhos você tem?

– Dezoito – respondi tentando fazer a voz mais feminina possível.

– E você faz tudo. É completa – ele perguntou.

– Ah, eu faço o que o cliente pedir. Quase tudo – respondi sorrindo.

– E quanto é o programa? – perguntou.

Combinamos o preço. Ele queria que eu fizesse um boquete e desse a bunda. Pedi duzentos reais, como a Amanda me instruiu, mas poderia abaixar para cento e cinquenta e até para cem. Mas ele não pechinchou, disse para eu entrar no carro e fomos em direção ao motel. O carro era macio, ar condicionado, uma música gostosa saia dos autofalantes.

 – Gostei de você, Michelle – disse ele passando a mão na minha coxa enquanto dirigia.

Deixei ele passar a mão à vontade, não ia tirar pedaço, e depois ele estava pagando.

– Obrigada – eu disse.

– E você não tem silicone nenhum? – ele perguntou.

– Não, ainda não. Sou totalmente natural.

– Ah, é assim que eu gosto!  – ele exclamou.

Entramos no quarto do motel, cama redonda com um espelho no teto, um luxo. Quer dizer, para mim que nunca tinha estado em um motel, na verdade era um motel de segunda ou de terceira.

– Você sabe chupar bem, Michelle? – ele perguntou.

– Sei, é claro. Pelo menos todo mundo que eu chupei gostou. Ninguém reclamou – respondi sorrindo.

– Então vamos ver como você faz – ele disse.

Eu fiquei de joelhos diante dele, soltei o cinto, abri o zíper da calça de Adauto (somente agora me lembrei de contar que o coroa se chamava Adauto) abaixei cueca dele para chegar ao pau. Ele já estava meio duro e era bem grande, na verdade o maior pau que eu já tinha visto. “Primeiro dia e já acertei a sorte grande”, pensei.  Mas também eu não era mais nenhuma virgem, já tinha dado bastante o cu lá na minha cidade, e achei que dava para encarar bem. Coloquei o pau na boca e conhecei a chupar, já tinham me falado que eu era uma excelente chupadora.

Adauto (pelo menos esse foi o nome que ele me deu) logo reagiu às minhas chupadas, o pau dele foi ficando cada vez mais duro e maior ainda. Eu enfiei a mão na minha calcinha e tirei meu pau para poder me masturbar enquanto chupava pau dele. Ficamos assim um bom tempo. Até que ele tirou seu pau da minha boca e disse.

– Para, Michelle, senão eu vou gozar. Você chupa muito bem, mas quero comer essa sua bundinha empinada. Vamos para a cama.

Eu tirei o sutiã e a calcinha e me deitei de bruços na cama, enquanto Adauto colocava a camisinha no pau. Pouco depois ele se deitava sobre mim e senti o pau dele entre as minhas nádegas, perto do meu cu. Arrebitei a bunda para facilitar a penetração e logo ele começou a entrar dentro de mim. “

- Põe devagar – pedi.

Adauto foi bem gentil comigo, mesmo assim doeu bastante porque o pau dele era grande, mas aguentei firme.

Ele começou a se movimentar indo e vindo dentro de mim. Fiquei com de tesão também, fazia vários dias que eu não transava. Era um trabalho, mas sempre que dava eu aproveitava para gozar também, nada como unir o útil ao agradável. E já que tinha que fazer aquilo para viver, melhor fazer um trabalho bem feito, para que o cliente continuasse voltando, como minha avó sempre dizia. Eu gemia, dizia sacanagens, mexia minha bunda sem parar enquanto Adauto me comia.

- Ai, come! Come a sua putinha! – eu repetia.

- Toma, sua rabudinha – repetia Adauto.

 

A travesti Lana Almeida já com o silicone nos seios.


Adauto me levou de volta para o local onde me pegou e até me deu um beijo de despedida.

– Vou querer transar outras vezes com você, Michelle. Você vai estar sempre por aqui? – ele perguntou.

– Vou – respondi descendo do carro. – É só me chamar.

Para um primeiro dia já estava ótimo. Duzentos reais era uma boa grana. Na minha cidade nunca conseguia ganhar aquilo num programa, era cinqüenta reais e olhe lá. Voltamos para casa, Amanda e eu. Era mais seguro andarmos juntas, duas ou três travestis, porque alguém poderia querer atacar a gente - tem muitos caras que odeiam as travestis - e em grupo era mais fácil da gente se defender.

E aquela vida começou a virar rotina. Eu saía todos os dias para fazer programas e raramente voltava para casa sem ganhar alguma coisa, nem que fosse cinquenta reais, que era o preço de um boquete. Mesmo sem silicone muitos homens gostavam de mim, diziam que até preferiam uma travesti natural. Consegui até uns clientes fixos, que sempre me pegavam para fazer programas, inclusive Adauto, que voltou outras vezes. Homens diferentes, querendo coisas diferentes. Tinha um pouco de tudo, novos, velhos, gordos, magros, brancos, negros, feios, bonitos. A gente tinha de fazer o que eles pedissem: boquete, dar a bunda, comer a bunda deles. Eu preferia de ser passiva, porque assim me sentia mais mulher, mas quando precisava era ativa também, e apesar de não ter o pau muito grande os clientes gostavam. Dava para ganhar um bom dinheiro. Eu conseguia para pagar o aluguel da pensão de Luana e ainda sobrava um dinheirinho para comprar umas bijuterias, lingeries, roupas, maquiagens, chocolates...


Lana Almeida, travesti.

 

Amanda e eu sempre juntas, nós nos tornamos amigas inseparáveis. Ela tinha um pau enorme, a primeira vez que eu vi Amanda pelada fiquei impressionada com o tamanho da neca dela. Devia ser por isso que ela fazia tanto sucesso com as mariconas. Com Amanda fumei meu primeiro baseado, o cigarro de maconha. Adorei o efeito, parecido um pouco com o álcool, só que diferente, mais leve, não mexe tanto com o corpo, a gente não fica tonta, mexe só com a cabeça, e de um jeito mais legal do que o álcool, fica tudo mais alegre. Depois experimentei também a cocaína, mas não me amarrei muito, aquele negócio no nariz, o coração batendo mais forte, não é ruim, deixa tudo mais intenso, mas sei lá, não fez minha cabeça. Ainda bem, porque cocaína custa muito mais caro que a maconha e se você fica dependente está ferrada para sustentar o vício. Amanda também cheirava, mas muito pouco, era mais maconheira como eu. Sempre fumávamos um quando voltávamos para a pensão depois dos programas. Tomávamos também umas latas de cerveja e umas doses de conhaque, que era a bebida favorita de Amanda. Conversávamos, ríamos bastante e depois dormíamos como anjos.

Nossa vida era mais à noite, durante o dia não tínhamos muito que fazer e a gente ficava na pensão. Eu agora podia ficar o tempo todo vestida de mulher, nunca mais coloquei roupas de homem.  Às vezes ia sozinha à farmácia ou ao supermercado, saias curtas, shortinhos, leggings, blusinhas - coisas bem sensuais. Todo mundo percebia que eu não era mulher, que eu era travesti, mas como era novinha e bonitinha, até que me tratavam bem. Alguns deviam pensar: “essa travestizinha até dava para pegar”. Outras pessoas viravam a cara irritadas, um escândalo uma travesti assim em plena luz do dia, mas a gente na podia desaparecer durante o dia para só reaparecer à noite.

Conheci travestis que tinham namorados e até maridos. Eu saí com alguns homens interessantes, mas eram só programas mais nada. Sentia falta de ter alguém de quem eu gostasse e que gostasse de mim, como Mário lá na minha cidade. Eu era um pouco romântica, sei lá, sonhava que um dia ia aparecer um homem lindo, tipo um príncipe encantado, que ia me tirar da rua e casar comigo, como naquele filme “Uma Linda Mulher”, com o Richard Geare e a Julia Roberts. Então eu não ia mais precisar fazer programas, só ia transar com o marido. Eu ia ser uma traveca do lar, limpando a casa, lavando e passando, cozinhando e assistindo as novelas na televisão. Seria tão bom. Mas enquanto o príncipe encantado não aparecia, eu continuava fazendo programas para sobreviver.


Lana Almeida após a cirurgia de feminização facial.

 

 A Amanda não apareceu num fim de noite. Era costume a gente voltar juntas para a pensão quando os programas acabavam. Fui para casa com duas outras travestis, Jéssica e Penélope. No dia seguinte uma viatura da polícia parou na viela onde morávamos e os homens vieram até pensão de Luana.  Tinham encontrado um corpo e achavam que era Amanda.

  Luana e eu fomos ao IML para ver se reconhecíamos o corpo. Era ela mesma, Amanda, nua dentro da gaveta. E fria, imagino, porque não tive coragem de tocar nela. Um pouco menos negra que de costume, meio acinzentada. Chorei, chorei muito, como não chorava desde a morte de minha avó. Amanda era minha melhor amiga, dormia na parte de baixo do meu beliche, estávamos sempre juntas.

Encontraram a Nega jogada num matagal com dois tiros. Um policial disse que ela devia ter sido morta em outro local e o corpo foi desovado no matagal. Ela saiu para fazer um programa com alguém que deve ter matado ela. Ninguém viu nada, ninguém sabe de nada. Amanda andava com todo tipo de gente, executivos, bandidos, policiais. As mariconas ficavam encantadas com o tamanho do pau dela. Sem suspeitos, sem testemunhas, sem imagens de câmeras, nada. A polícia não tinha nem por onde começar uma investigação. O crime ia acabar caindo no esquecimento das estatísticas: mais uma travesti assassinada.

De Amanda iam ficar apenas as lembranças, a voz dela, a alegria, as risadas, os conselhos que ela me dava. O mundo para mim não ia mais ser o mesmo sem Amanda. Já tinham me contado histórias de outras travestis assassinadas, às vezes até por outras travestis, mas só quando acontece com alguém perto da gente é que realmente dói.

Benedito Alves dos Santos, esse era o nome de nascimento de Amanda. Pouco importa, para mim ela vai ser sempre Amanda, aquele era o verdadeiro nome dela. O enterro ai ser no dia seguinte num cemitério distante onde a prefeitura enterra os pobres de graça. Nenhuma de nós ia ir ao enterro. O que adiantava?

Luana e eu saímos do IML depois de assinar os papéis confirmando que era mesmo Amanda. Caminhávamos em silêncio em direção à estação do metrô. Já estava quase anoitecendo. Fazia frio e nós duas só de vestido, na correria ninguém pensou em pegar uma blusa. Nada a fazer, tínhamos que aguentar o frio até chegarmos em casa. Luana me puxou pelo braço quando passamos diante de um bar.

- Vamos tomar uma para esquentar – disse ela e acenou para o rapaz atrás do balcão. - Uma pinga – pediu, e depois perguntou para mim. - E você, o que quer, Michelle?

- Um conhaque – respondi lembrando da bebida favorita de Amanda.

 

FIM



A travesti Lana Almeida.

Lana Almeida


quinta-feira, 10 de setembro de 2020

NEM TERMINOU O PRIMEIRO, FUI BLOQUEADA NOVAMENTE

Nem terminou o primeiro (e injusto) bloqueio do Facebook e fui bloqueada novamente por mais 30 dias e por uma foto totalmente inocente da transexual EMMA ROSE, postada em 19/07/2020. Só agora eles descobriram que a foto não segue os Padrões da Comunidade. 

Provavelmente a bloqueio é fruto de denúncias de algumas LGBTs que sentem inveja do meu trabalho e usam o argumento do politicamente correto para me perseguir. Elas acham que eu só posto putaria...





E novamente não me deram chance de defesa com a desculpa da pandemia COVID 19




SE ELES NÃO PODEM REVISAR, NÃO DEVERIAM BLOQUEAR.

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

FUI BLOQUEADA NOVAMENTE NO FACEBOOK. ABSURDO.

 FUI BLOQUEADA NOVAMENTE NO FACEBOOK. VEJAM O ABSURDO.


Fiz uma republicação no grupo TRANSGENDER LOVE de um antigo set de fotos, Biquíni Preto, publicados no meu perfil em 17/10/2019 e 17/02/2020, com 416 e 422 curtidas respectivamente, fora os compartilhamentos.



Para minha surpresa, o Facebook me bloqueou por postar as mesmas fotos no grupo TRANSGENDER LOVE. 






As fotos não têm nada de indecente. Tanto assim que continuam na minha linha do tempo no Facebook.

SE ELES QUERIAM UM PRETEXTO PARA ME BLOQUEAR, DEVERIAM TER ESCOLHIDO UMA COISA MELHOR 

Algumas fotos de CAROL PENÉLOPE, travesti e atriz pornô brasileira.

 Algumas fotos da travesti e atriz pornô brasileira CAROL PENÉLOPE, natural de Fortaleza-CE.